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terça-feira, 15 de abril de 2025 às 10:52 GMT+0

Bocejar demais pode ser um alerta: Especialistas explicam por que sonolência excessiva pode ser sinal de risco à saúde

Bocejar é algo comum e geralmente considerado inofensivo. No entanto, quando esse hábito se torna constante, ele pode estar indicando algo muito mais sério: um déficit de sono preocupante. De acordo com um novo posicionamento da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM), bocejar em excesso e sentir sonolência durante o dia podem ser sintomas de um quadro crônico de privação de sono, capaz de afetar gravemente a saúde física, mental e até a segurança pessoal e coletiva.

Importâncias e relevâncias do alerta médico

  • Saúde em risco a longo prazo
    Dormir menos do que sete a oito horas por noite tem sido associado a doenças crônicas como diabetes, hipertensão, depressão, doenças cardíacas e renais, obesidade e até acidente vascular cerebral. A sonolência constante, portanto, pode ser um sinal de alerta para o agravamento desses problemas.

  • Consequências graves para a sociedade
    A sonolência excessiva afeta o desempenho no trabalho, gera erros em tarefas diárias e aumenta o risco de acidentes. Segundo estatísticas citadas pelos especialistas, aproximadamente 100 mil acidentes de trânsito por ano estão relacionados à direção com sonolência.

  • Subestimação do problema
    Muitas pessoas ignoram sinais evidentes de cansaço, como bocejar constantemente, cochilar durante reuniões ou sentir-se incapaz de se concentrar. Esse comportamento de “empurrar com a barriga” mascara um problema real que pode ter desfechos perigosos.

  • Percepção enganosa do próprio estado
    Um ponto preocupante, segundo a professora Indira Gurubhagavatula, da Penn Medicine, é que pessoas com privação crônica de sono não conseguem perceber o quão comprometidas estão. Testes de memória, coordenação e tempo de reação revelam erros graves mesmo em indivíduos que afirmam se sentir bem.

  • Microssonos: Perigos invisíveis
    Durante episódios de sonolência extrema, o cérebro pode entrar em “microssonos” – breves apagões de segundos que acontecem sem aviso. Isso é especialmente perigoso em situações que exigem atenção, como dirigir.

  • Avaliando sua sonolência
    A Escala de Sonolência de Epworth é uma ferramenta usada por médicos para identificar a gravidade do problema. Nela, o paciente avalia, em diferentes situações do cotidiano, a probabilidade de adormecer. Pontuações acima de 10 já são consideradas clinicamente significativas.

Outros fatores que contribuem para a sonolência

A sonolência pode ser causada não apenas pela falta de sono, mas também por condições clínicas como apneia do sono, insônia, síndrome das pernas inquietas, distúrbios do ritmo circadiano, uso de medicamentos, dores crônicas, ou hábitos inadequados.

Além disso, comportamentos aparentemente inofensivos, como:

1. Uso de álcool antes de dormir
2. Consumo excessivo de cafeína
3. Uso de maconha
4. Dormir em ambientes inadequados (muito quentes, frios ou barulhentos)

  • Podem atrapalhar a qualidade do sono e intensificar a sonolência diurna. O álcool, por exemplo, pode induzir o sono inicialmente, mas provoca despertares noturnos após ser metabolizado. Já a maconha reduz a eficiência do sono e aumenta a sensação de cansaço no dia seguinte.

Bocejar constantemente não é apenas um sinal de tédio ou cansaço pontual. Segundo as principais organizações médicas dos Estados Unidos, incluindo a Academia Americana de Neurologia e o Conselho Nacional de Segurança, esse sintoma pode ser um indicativo de um distúrbio de sono sério, com impactos diretos na saúde física, mental e na segurança pública.

É essencial reconhecer os sinais do próprio corpo, buscar orientação médica e adotar hábitos que favoreçam um sono de qualidade. Subestimar a sonolência é subestimar riscos reais que podem ser evitados com informação, atenção e cuidado.

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