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quinta-feira, 19 de junho de 2025 às 11:37 GMT+0

"Luz da vida": Cientistas descobrem que seres vivos emitem luz invisível – E ela se apaga com a morte

Um estudo revolucionário publicado em abril de 2025 no The Journal of Physical Chemistry Letters revelou que seres vivos emitem uma luz extremamente fraca, invisível a olho nu, conhecida como emissão de fótons ultrafraca (UPE). Essa descoberta, liderada por pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, oferece novas perspectivas sobre os processos bioquímicos que definem a vida e sua cessação. A pesquisa analisou camundongos e plantas, demonstrando que a UPE está diretamente ligada ao metabolismo celular e desaparece após a morte.

Como o fenômeno foi estudado: Metodologia e resultados

Os cientistas utilizaram ambientes controlados e ultraescuros para evitar interferências externas. Dois grupos de camundongos foram analisados: um com animais vivos e outro com animais recentemente mortos por eutanásia. Ambos mantinham a mesma temperatura corporal (37°C), mas apenas os vivos emitiam UPE. Já as plantas submetidas a estresses — como lesões, variações térmicas ou exposição a químicos — apresentaram emissões mais intensas, sugerindo uma correlação entre atividade metabólica e radiação luminosa.

A ciência por trás da "luz da vida": O papel do metabolismo celular

A UPE é um subproduto das reações bioquímicas que sustentam a vida, especialmente da produção de espécies reativas de oxigênio (ROS). Em níveis normais, essas moléculas participam de processos essenciais, mas em excesso, causam estresse oxidativo. Esse fenômeno excita elétrons, que, ao retornarem a seu estado original, liberam energia na forma de fótons — a tal "luz da vida". O estudo confirma que a UPE está presente em todos os seres vivos, desde bactérias até humanos, reforçando sua universalidade biológica.

Importâncias e relevâncias do estudo

  • Indicador de vida: A detecção de UPE pode se tornar uma ferramenta para monitorar processos vitais em tempo real, como respostas a medicamentos ou condições ambientais.
  • Compreensão da morte: O desaparecimento da luz após a morte ajuda a delimitar o momento exato da cessação da atividade metabólica.
  • Aplicações agrícolas: Em plantas, a UPE pode ser usada para avaliar estresse hídrico ou danos por pragas, otimizando cultivos.
  • Avancos médicos: O estudo abre caminho para pesquisas sobre envelhecimento e doenças relacionadas ao estresse oxidativo, como Alzheimer e câncer.

Uma janela para os mistérios da vida

A descoberta da UPE ilumina — literalmente — processos antes invisíveis da biologia, conectando fenômenos moleculares a manifestações físicas observáveis. Além de seu valor científico, essa "luz da vida" simboliza a fronteira tênue entre existência e falecimento, oferecendo novas ferramentas para explorar os limites da medicina, ecologia e biotecnologia. Como destacado pela pesquisadora Fernanda Pinotti, da CNN, esse estudo não apenas confirma que somos feitos de luz, mas também que ela se apaga quando a vida se vai — um lembrete poético e profundo da natureza efêmera da existência.

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