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quarta-feira, 30 de agosto de 2023 às 14:34 GMT+0

Nova tributação fiscal: Super-rico brasileiro que lucra mais de R$ 300 mil/mês, e chega ao valor de R$ 1,6 mi. Como vai funcionar?

No Brasil, fazer parte do 0,1% mais rico da população significa alcançar uma renda anual de pelo menos R$ 3,7 milhões, correspondendo a aproximadamente R$ 308 mil por mês. Este grupo é alvo de discussões sobre tributação, especialmente em relação aos rendimentos provenientes de investimentos e lucros.

Pontos Importantes:

  1. O Alvo da Tributação e a Nova Medida Governamental:
    A nova tributação visa especialmente os fundos de investimentos utilizados pelas famílias mais abastadas, como fundos exclusivos e fundos offshore. O governo pretende direcionar sua atenção para esta faixa de contribuintes, buscando equidade no sistema tributário.

  2. Variações na Renda do 0,1% mais Rico:
    Dentro desse segmento, os rendimentos variam. Os R$ 300 mil mensais representam apenas o patamar mínimo desse grupo seleto, composto por aqueles que ganham mais que os 99,9% restantes. O 0,001% mais rico, representando 3.600 pessoas, atinge incríveis R$ 1,6 milhão por mês.

  3. Desigualdades Dentro do 1% mais Rico:
    A desigualdade persiste até mesmo entre os 1% mais ricos. Enquanto a renda mínima dessa porcentagem não é extraordinária, o 0,1% exibe ainda mais riqueza. É notável que esse estrato da população é composto por diversos profissionais, como advogados, médicos e empresários de médio porte.

  4. Impacto da Tributação sobre os Investimentos:
    A tributação proposta não afetaria consideravelmente os 5% mais ricos, cuja maior parte da renda ainda advém do trabalho. Entretanto, a diferença começaria a ser notada a partir do 1% mais rico, onde os ganhos de capital superam os ganhos do trabalho.

  5. Dividendos e Impostos:
    Cerca de 60% da renda do 1% mais rico provêm de dividendos, os quais atualmente não são tributados no Brasil. Esse cenário realça a relevância da tributação dos rendimentos de capital, visando a equidade fiscal.

  6. Nova Abordagem Tributária:
    Recentemente, o governo propôs medidas para aumentar a tributação sobre os fundos exclusivos, projetados para investidores individuais de alto poder aquisitivo. Esses "fundos dos super-ricos" e os offshores, fundos mantidos por brasileiros em jurisdições estrangeiras, estão no foco das mudanças.

  7. Impacto nos Fundos Exclusivos:
    Fundos exclusivos são personalizados para cada investidor e requerem um investimento mínimo de R$ 10 milhões. A nova medida incluirá a aplicação do imposto "come-cotas"( antecipação do Imposto de Renda, exclusiva para alguns fundos de investimentos), atualmente cobrado de outros fundos de investimento, tornando-se uma realidade também para os exclusivos.

O debate sobre tributação para os super-ricos ganha força no Brasil, com a atenção voltada para os rendimentos provenientes de investimentos. O país enfrenta o desafio de equilibrar a justiça fiscal com a manutenção de um ambiente favorável para investidores, enquanto busca diminuir as desigualdades presentes no sistema financeiro.

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