O dia em que um blog assustou Wall Street: Mistério do PIB fantasma - Como a IA pode quebrar a economia real até 2028
Um artigo da Citrini Research provocou forte reação nos mercados ao projetar um cenário em que a inteligência artificial aumenta a produtividade, mas gera desemprego em massa e enfraquece a economia real. Embora descrito como um “exercício mental”, o texto viralizou e influenciou expectativas de investidores.
O que é o “PIB fantasma”?
A tese central é que a IA poderia:
- Elevar o PIB com ganhos expressivos de produtividade.
- Substituir trabalhadores qualificados em larga escala.
- Reduzir salários e consumo.
Resultado: crescimento nos indicadores econômicos, mas fragilidade na vida real — uma riqueza que aparece nas estatísticas, mas não circula.
O cenário projetado
Simulando o ano de 2028, o texto descreve:
- Desemprego acima de 10%.
- Forte queda nos mercados.
- Automação acelerada de funções administrativas e técnicas.
A lógica seria uma “espiral de substituição”: menos trabalhadores, menos renda, menos consumo pressionando a própria economia que a IA ajudou a tornar mais produtiva.
Setores sob risco
O artigo aponta possíveis impactos em:
- Tecnologia e software, com automação reduzindo a própria demanda por serviços.
- Profissões especializadas como direito, contabilidade e consultoria.
- Intermediação imobiliária e serviços financeiros.
Sistemas de pagamento, com alternativas baseadas em blockchain como Ethereum e Solana ganhando espaço.
Críticas ao cenário
Analistas do Financial Times e da Fortune argumentam que o texto pode exagerar ao ignorar:
- A capacidade de adaptação do mercado de trabalho.
- A criação de novas ocupações.
- O aumento do poder de compra quando custos caem.
Historicamente, tecnologias substituem funções, mas também criam novos setores.
O que esperar?
O episódio da Citrini Research serve como um lembrete de que a confiança do mercado na IA é uma faca de dois gumes. Embora a tecnologia prometa lucros sem precedentes, o medo de uma "vitória total" da máquina sobre o emprego humano cria uma instabilidade sistêmica. Estamos em um momento de transição onde o otimismo tecnológico começa a colidir com a realidade da manutenção do consumo global. Como o próprio texto conclui, ainda há tempo para sermos proativos antes que os ciclos fictícios de 2028 se tornem a manchete real de amanhã.
