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segunda-feira, 27 de outubro de 2025 às 10:35 GMT+0

Lula & Trump: O acordo de Kuala Lumpur - Fim do tarifaço e sanções Magnitsky? A reunião secreta na ASEAN que pode mudar Brasil-EUA

Em um momento de escalada nas tensões comerciais entre as duas maiores economias das Américas, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Donald Trump (Estados Unidos) realizaram seu primeiro encontro formal. A reunião crucial aconteceu em Kuala Lumpur, Malásia, à margem da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), marcando um esforço diplomático para resolver pendências graves, como o "tarifaço" americano e sanções políticas.

Otimismo e a busca por acordo rápido

O ponto central da reunião foi a reabertura do canal de negociação com foco na urgência.

  • Garantia presidencial: Lula expressou otimismo, relatando ter recebido de Trump a garantia pessoal de que um acordo comercial seria alcançado.
  • Prazo apertado: O presidente brasileiro manifestou a convicção de uma "solução definitiva em poucos dias", projetando que o entendimento será "mais rápido do que muita gente pensa".
  • Próximos passos: Espera-se que novas rodadas de negociação ocorram em Washington nas semanas seguintes.
  • Degelo diplomático: Este encontro bilateral representa um alívio significativo nas relações, tensas desde o anúncio das tarifas em julho, e pavimentado por um contato inicial na Assembleia Geral da ONU em setembro.

A complexa pauta das sanções e punições

Lula aproveitou a oportunidade para tratar diretamente das sanções americanas a autoridades brasileiras, classificadas por ele como o ponto mais delicado da pauta.

  • Pedido explícito: O presidente solicitou a "suspensão da taxação e revisão das punições aos nossos ministros".
  • Lei Magnitsky: As sanções afetam, entre outros, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes, e são baseadas na Lei Magnitsky. Lula as classificou como "infundadas e baseadas em informações erradas".
  • O caso Padilha: O cancelamento dos vistos do ministro Alexandre Padilha e sua família foi um dos casos levados à mesa. As punições estariam ligadas à acusação americana de que o programa "Mais Médicos" representava um "esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano".

A defesa da justiça brasileira e o fim da era anterior

O legado da administração anterior (Jair Bolsonaro) foi inevitavelmente abordado, com Lula defendendo as instituições e processos judiciais brasileiros.

  • Legitimidade do STF: Lula defendeu a seriedade e as "provas contundentes" que levaram à condenação de Bolsonaro pelo STF.
  • "Rei Morto, Rei Posto": O presidente usou essa expressão para deixar claro a Trump que Bolsonaro é uma figura política do passado.
  • Reação de Trump: Segundo relatos, o presidente americano não mencionou Bolsonaro diretamente durante o encontro.

Estratégia de negociação em duas vias

Para garantir o avanço em frentes distintas, uma decisão prática foi tomada para separar as agendas de negociação:

1. Canal presidencial: Questões políticas delicadas, como as sanções, serão tratadas exclusivamente no canal direto entre os presidentes.
2. Canal técnico: Temas comerciais, incluindo as tarifas, ficarão sob a responsabilidade de assessores e técnicos dos dois governos.

Objetivo: Essa divisão visa evitar que impasses de natureza política prejudiquem o avanço das negociações econômicas.

A aproximação pessoal e a oferta de mediação

Lula destacou a importância do contato humano para a construção da confiança mútua.

  • "Química humana":

"Tem que sentir, pegar na mão, olhar, ver a reação da pessoa. Acho que houve sinceridade na nossa relação", declarou Lula sobre a dinâmica pessoal com Trump.

  • Proposta de paz:
    O presidente brasileiro se ofereceu para atuar como potencial "interlocutor" na crise entre os Estados Unidos e a Venezuela, reforçando o apelo para que a América do Sul seja mantida como uma "zona de paz".

Um novo patamar com desafios futuros

A reunião bilateral na Malásia foi um movimento estratégico bem-sucedido para revitalizar uma relação que estava em crise. O otimismo de Lula e os comentários de Trump sobre "fechar bons acordos" criaram um ambiente propício para a diplomacia. Contudo, a materialização das promessas dependerá da capacidade das equipes técnicas de superarem divergências complexas. A delegação brasileira, com ministros de áreas-chave, demonstra a seriedade na busca pela reaproximação, que faz parte de uma estratégia mais ampla de diversificação de parcerias. O diálogo foi reaberto, e o mundo aguarda a conversão do otimismo em acordos concretos.

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