Conteúdo verificado
quinta-feira, 12 de junho de 2025 às 12:00 GMT+0

Seu filho está agressivo ou ansioso? O tempo de tela pode ser a causa – Veja o que dizem os novos estudos

O uso excessivo de telas por crianças tem sido um tema de crescente preocupação entre pais, educadores e especialistas em saúde. Um estudo recente publicado no Psychological Bulletin, da Associação Americana de Psicologia, revelou uma relação significativa entre o tempo de tela e problemas socioemocionais na infância, como ansiedade, depressão, hiperatividade e agressividade. Este resumo detalha os principais achados do estudo, suas implicações e estratégias para um uso mais saudável da tecnologia.

Principais achados do estudo:

Relação entre tempo de tela e problemas comportamentais:

  • Crianças com menos de 2 anos apresentaram mais dificuldades quando expostas a qualquer tipo de tela (exceto videochamadas).
  • Entre 2 e 5 anos, mais de uma hora diária de tela foi associada a desregulação emocional.
  • Crianças acima de 6 anos com mais de duas horas diárias mostraram maior propensão a desafios socioemocionais, especialmente meninas.

Videogames e ciclos viciosos:

  • Jogos eletrônicos, principalmente os online, foram identificados como um fator de risco adicional devido à sua natureza imersiva e social.
  • Crianças que já enfrentavam dificuldades emocionais tendiam a usar as telas como escape, agravando os problemas a longo prazo.

Diferenças por idade e gênero:

  • Crianças entre 6 e 10 anos foram mais afetadas do que as menores de 5 anos.
  • Meninas apresentaram mais sintomas internalizados (como ansiedade), enquanto meninos externalizavam comportamentos (como agressividade).

Recomendações para pais e responsáveis:

Evite usar telas como "babá eletrônica":

  • Telas para acalmar crianças podem prejudicar o desenvolvimento de habilidades de autorregulação. Incentive atividades offline para lidar com frustrações.
  • Observe os sinais de dependência emocional:
  • Se a criança busca telas quando está chateada, pode ser um indicativo de necessidade de apoio emocional presencial.

Estabeleça regras claras e use controles parentais:

  • Defina limites diários consistentes e utilize ferramentas tecnológicas para filtrar conteúdos inapropriados.
  • Priorize aplicativos educativos e remova aqueles que promovem uso excessivo (como redes sociais e streaming).

Cuidado com videogames:

  • Monitore o tempo dedicado a jogos online, que podem interferir no sono, desempenho escolar e interações sociais.

Não tenha medo de dizer "não":

  • Explique às crianças que decisões são baseadas em evidências científicas, não em comparações com irmãos ou colegas.
  • Ofereça alternativas atrativas, como atividades em grupo ou experiências familiares, em vez de recompensas materiais.

O estudo reforça que o uso inadequado de telas pode ser tanto causa quanto consequência de problemas emocionais e comportamentais na infância. Embora a tecnologia faça parte da vida moderna, é crucial equilibrar seu uso com atividades que promovam desenvolvimento saudável. A intervenção ativa dos pais—com limites, diálogo e alternativas criativas—é essencial para evitar ciclos viciosos e garantir o bem-estar das crianças a longo prazo. Como destacado pela autora Roberta Vasconcellos, "o papel dos adultos não é proibir, mas guiar os filhos para uma relação mais saudável com as telas".

Estão lendo agora

Quem é o "demiurgo"? O conceito de Platão que virou meme na internet e viralizou no TikTokO conceito milenar de "demiurgo" o artesão cósmico de Platão e o tirano gnóstico ressurge na era digital como um poderos...
Como identificar se você está com Gripe, COVID, VSR, Resfriado ou outra doença respiratóriaQuando você começa a sentir sintomas como dor de garganta, nariz congestionado, febre e cansaço, pode ser difícil distin...
Ciclista Ishbel Holmes e a cachorra Lucy: A história real de como o amor incondicional de um animal curou feridas de uma vida inteiraA história “Uma cachorra de rua salvou a minha vida”, protagonizada pela ciclista de aventura Ishbel Holmes, é um relato...
Você entende o que seu gato 'fala'? Guia completo da linguagem felina para uma convivência sem estresseOs gatos, frequentemente vistos como seres distantes, são, na verdade, comunicadores mestres. O maior desafio na convivê...
Por que mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras? Dicas de como se proteger apoiados por especialistasOs mosquitos são mais do que apenas um incômodo, eles são os animais mais mortais do planeta. Eles transmitem doenças co...
Preconceito contra nordestinos no Brasil: Por que persiste e como combater essa discriminação históricaO preconceito contra nordestinos no Brasil é um fenômeno histórico e estrutural, alimentado por estereótipos que reduzem...
Pronatalismo seletivo: Por que governos pagam só algumas mulheres para terem filhos?O declínio nas taxas de natalidade tornou-se uma preocupação global, levando vários países a adotarem políticas pronatal...
Por que os brasileiros são obcecados pelos ricos? Entenda os códigos da elite e como a desigualdade é mantida no BrasilImagine pagar 15 mil euros pela réplica de um perfume para reviver uma tradição familiar, enquanto milhões de pessoas vi...
Descobertas incríveis: Animais têm consciência? O que a Ciência revelaA teoria da evolução de Charles Darwin é amplamente aceita, mas sua sugestão de que os animais possuem consciência semel...
A traição e o massacre dos Porongos: O lado sombrio da Revolução Farroupilha e o racismo estrutural no Sul do BrasilA Revolução Farroupilha (1835-1845) é um marco no Rio Grande do Sul, mas sua narrativa tradicional, repleta de heroísmo,...
Por que Lula evita a prisão de Bolsonaro agora? Risco político, EUA e o jogo de poder no STFO ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe de Estad...
Estudo do InCor comprova: Falta de exercício pode ser tão prejudicial quanto fumar - Combate ao sedentarismo com 30 minutos diáriosO cardiologista intervencionista Dr. Carlos Campos, do InCor/FMUSP, alerta em entrevista ao CNN Sinais Vitais que o sede...