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terça-feira, 27 de janeiro de 2026 às 10:51 GMT+0

O apocalipse cósmico: A ciência revela os 3 possíveis cenários para como e quando o universo vai realmente acabar

Imagine um cenário onde a última estrela do cosmos se apaga, deixando para trás um vazio absoluto e eterno. O universo, em toda a sua vasta e brilhante complexidade, não é imortal. Desde o estrondo inicial do Big Bang, ele carrega em suas leis fundamentais as sementes do seu próprio encerramento. Compreender como e quando as cortinas se fecharão para o espaço-tempo é o maior desafio da ciência moderna, uma investigação que nos leva dos abismos gelados da entropia até a violência de um rasgo na própria realidade.

O motor do fim: A expansão acelerada

  • Para prever o fim, os cientistas estudam o começo: Tudo o que conhecemos teve origem há aproximadamente 13,8 bilhões de anos. Desde então, o universo não apenas cresce, mas faz isso de forma cada vez mais rápida.
  • O grande protagonista dessa história é a energia escura: Ela compõe a maior parte do cosmos e atua como uma força repulsiva que afasta as galáxias. O destino final depende de quem vencerá essa batalha épica: a gravidade, que tenta manter tudo unido, ou a energia escura, que tenta separar tudo.

Cenários para o apocalipse cósmico

1. O grande congelamento (Big Freeze)

Este é o destino mais aceito pela ciência atual. Nele, o universo continua se expandindo para sempre, mas a um custo terrível: a exaustão energética.

  • A solidão das galáxias: Elas se afastarão tanto que a luz de uma nunca mais alcançará a outra, tornando o céu noturno um breu total.
  • Morte térmica: Sem gás para formar novas estrelas, as antigas morrem uma a uma. O universo se torna um cemitério gelado, atingindo um estado onde nenhuma vida ou movimento é possível.

2. A grande ruptura (Big Rip)

Um final muito mais violento. Se a energia escura se tornar mais forte com o tempo, ela deixará de apenas afastar as galáxias e passará a destruir a própria matéria.

  • O desmembramento da realidade: Primeiro, as galáxias se despedaçam. Depois, o Sol é arrancado da sua órbita. Por fim, a força se torna tão intensa que os próprios átomos e o tecido do espaço-tempo são literalmente rasgados.

3. O grande colapso (Big Crunch)

Uma teoria que sugere que o universo pode ser reciclável, funcionando como um balão que enche e esvazia.

  • O efeito bumerangue: Se a gravidade eventualmente vencer a energia escura, a expansão para e o universo começa a encolher.
  • O novo começo: Tudo colide em um ponto de calor e densidade extremos (uma singularidade), o que poderia gerar um novo Big Bang, reiniciando o ciclo da existência.

O cronômetro regressivo: Quando será o fim?

Embora o fim seja inevitável, as escalas de tempo são tão vastas que desafiam a imaginação humana.

  • O fim das estrelas: No cenário do congelamento, estudos sugerem que os últimos remanescentes estelares podem levar cerca de 10 seguido de 78 zeros de anos para desaparecer completamente.
  • A escala de bilhões: Se o universo tem 13,8 bilhões de anos, ele ainda é considerado "jovem". Faltam centenas de bilhões de anos para qualquer um desses eventos drásticos ocorrer.
  • O destino da terra: Infelizmente, nosso planeta não estará aqui para ver o fim do universo. Daqui a 5 bilhões de anos, o Sol se transformará em uma gigante vermelha e provavelmente destruirá a Terra.

Vídeo BBC: O que acontece quando o universo acaba?

Entre a ciência e o mistério

  • A cosmologia moderna, auxiliada por tecnologias como o Telescópio James Webb e o estudo das ondas gravitacionais, está cada vez mais perto de confirmar qual desses caminhos seguiremos. Por enquanto, a evidência aponta para um universo que terminará em silêncio e frio, em uma expansão eterna.

Ainda que o desfecho pareça sombrio, a busca por essas respostas revela a grandiosidade da mente humana: somos poeira estelar tentando compreender o destino da própria eternidade.

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