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sábado, 27 de dezembro de 2025 às 12:07 GMT+0

O universo está morrendo? Teoria da morte térmica - O que acontece quando o universo fica sem combustível para novas estrelas?

O cosmos, em toda a sua vastidão, parece um motor eterno de criação. No entanto, descobertas recentes da astronomia moderna sugerem que o Universo pode ter deixado seus dias de glória para trás. Embora o céu noturno ainda brilhe com uma quantidade quase inimaginável de astros estimada em um septilhão (o número 1 seguido de 24 zeros), os cientistas confirmam que o ritmo de nascimento de novas estrelas está em declínio acentuado.
Estamos entrando em uma era de envelhecimento cósmico, onde as luzes estão, muito lentamente, começando a diminuir.

O ciclo vital: Da nebulosa à supernova

O "meio-dia cósmico" e o declínio atual

A história do Universo tem um momento de pico. Segundo astrônomos, o ápice da formação estelar ocorreu há cerca de 10 bilhões de anos, um período apelidado de Meio-dia Cósmico. Naquela época, as galáxias eram fábricas frenéticas de estrelas.

Hoje, vivemos em um cenário bem diferente:

  • Dominância de veteranas: Cerca de 95% de todas as estrelas que o Universo jamais produzirá já nasceram. O que vemos hoje são, em sua maioria, estrelas antigas.
  • Resfriamento das galáxias: Estudos recentes utilizando dados dos telescópios Euclid e Herschel analisaram mais de 2,6 milhões de galáxias. A conclusão é que a temperatura média da poeira galáctica está caindo, um sinal claro de que há menos estrelas jovens e quentes sendo formadas.
  • Menos matéria-prima: Assim como uma construção feita com tijolos reciclados tende a ser menor a cada reconstrução, o Universo possui uma quantidade finita de gás disponível para criar novos sóis.

O destino final: O grande congelamento

  • A diminuição na formação de estrelas corrobora uma das teorias mais aceitas para o fim de tudo: a Morte Térmica, ou o Grande Congelamento. À medida que o Universo se expande, a energia se dispersa. Sem novas estrelas para aquecer o cosmos e com as antigas se apagando, o destino final seria um estado de escuridão total e frio absoluto.
  • Nesse cenário, as galáxias se afastariam tanto umas das outras que o céu ficaria completamente negro, e a energia disponível seria insuficiente para sustentar qualquer forma de vida ou processo físico complexo.

Uma perspectiva de trilhões de anos

  • Apesar do tom de despedida, não há motivo para preocupação imediata. A escala de tempo do Universo é vasta e difícil de compreender pela mente humana.
  • Estima-se que novas estrelas continuarão a nascer, ainda que em ritmo reduzido, pelos próximos 10 a 100 trilhões de anos. Já o fim definitivo, o momento em que a última luz se apagará, pode levar um quinvigintilhão de anos (o número 1 seguido de 78 zeros). Temos, portanto, uma eternidade pela frente para observar e estudar as luzes que ainda restam.

O Universo está, de fato, envelhecendo. O declínio na formação de estrelas é uma evidência de que passamos do auge da vitalidade cósmica para um período de maturação e lento resfriamento. Embora as "fábricas" de galáxias estejam reduzindo o turno, a herança deixada pelo Meio-dia Cósmico ainda garante um espetáculo de luz que durará muito além da existência do próprio sistema solar.

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