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quarta-feira, 7 de maio de 2025 às 10:32 GMT+0

Brasil pode retaliar EUA? Senadora diz que decisão está nas mãos de Trump - Análise resumida sobre reciprocidade comercial

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora da lei que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais de reciprocidade contra países que impõem barreiras aos produtos do Brasil, destacou em um evento em São Paulo que a aplicação desse mecanismo contra os Estados Unidos dependerá do “juízo” do presidente norte-americano, Donald Trump. A declaração foi feita durante debate promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no dia 6 de maio de 2025, e gerou repercussão sobre os rumos da política comercial brasileira.

Contexto e importância da lei de reciprocidade:

  • Ferramenta de defesa comercial: A lei, sancionada em abril de 2025, permite que o Brasil responda a barreiras comerciais impostas por outros países, como tarifas ou restrições injustas. O mecanismo é visto como uma possível reação ao “tarifaço” de Trump, que afetou exportações globais.

  • Proteção do agronegócio: O setor agropecuário, vital para a economia brasileira, tem enfrentado desafios em mercados internacionais devido a medidas protecionistas. A reciprocidade pode ser usada para equilibrar as relações comerciais.

  • Cautela e pragmatismo: Tereza Cristina enfatizou que o uso da lei deve ser “pragmático” e “responsável”, considerando a volatilidade do cenário global e os impactos de decisões unilaterais.

O papel de Donald Trump na decisão:

  • A senadora destacou que a aplicação ou não de medidas contra os EUA está diretamente ligada às ações de Trump, conhecido por sua política comercial agressiva. Suas decisões podem influenciar diretamente a resposta do Brasil.

  • Durante o evento, ao ser questionada se acredita que o mecanismo será usado, Tereza Cristina respondeu de forma humorada, atribuindo a decisão ao “juízo de Trump”, o que provocou risos na plateia.

Desafios internos e críticas:

Além da discussão sobre reciprocidade, o debate na CNA também abordou problemas internos que afetam a competitividade do agronegócio brasileiro, como:

1. Infraestrutura deficiente: Portos, estradas e ferrovias precárias aumentam custos e atrasam exportações.

2. Burocracia: Excesso de regulamentações dificulta a agilidade nas negociações internacionais.

3. Necessidade de diálogo: Parlamentares e representantes do agro defenderam maior coordenação entre governo e setor privado para superar esses obstáculos.

A lei de reciprocidade surge como uma ferramenta estratégica para o Brasil em um cenário global marcado por tensões comerciais. No entanto, sua aplicação exige cautela, especialmente em relação aos EUA, onde as decisões de Trump podem definir os próximos passos. Enquanto isso, o país precisa resolver seus gargalos internos para fortalecer sua posição no comércio internacional. O debate promovido pela CNA reforça a importância de equilibrar respostas assertivas a barreiras externas com um planejamento responsável, garantindo que o agro brasileiro continue sendo um dos pilares da economia nacional.

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