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terça-feira, 19 de agosto de 2025 às 12:01 GMT+0

Brasil sedia mundial de ginástica rítmica 2025: Conheça as estrelas e a programação

Pela primeira vez na história, os holofotes do mundo da ginástica rítmica se voltam inteiramente para a América do Sul. O Rio de Janeiro, cidade emblemática do esporte olímpico brasileiro, foi escolhida para sediar o Campeonato Mundial da modalidade, um evento de prestígio máximo. A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) anunciou a seleção das atletas que terão a honra e a responsabilidade de competir em casa, representando o país em um momento histórico. Este evento não é apenas uma competição, mas a consolidação de um longo trabalho de desenvolvimento da ginástica rítmica no Brasil.

As protagonistas: As estrelas que vestem a amarelinha

A equipe brasileira foi convocada e apresenta uma mistura de experiência olímpica e talento em ascensão, demonstrando a evolução do país na modalidade.

  • No conjunto: A equipe é formada por Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha e Mariana Gonçalves. A presença das três primeiras, que competiram nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e no último mundial, traz uma bagagem internacional inestimável para o grupo, que almeja um feito inédito: subir ao pódio mundial.

  • No individual: A responsabilidade recai sobre os ombros de dois grandes nomes: Bárbara Domingos (conhecida carinhosamente como Babi) e Geovanna Santos. Bárbara Domingos carrega consigo o peso de ser uma pioneira: em 2023, ela conquistou o bronze na etapa de Sófia da Copa do Mundo, a primeira medalha do Brasil em uma etapa da Copa do Mundo na ginástica rítmica individual, um feito que já entrou para a história e que inspira toda a delegação.

A sede e a relevância histórica do evento

A escolha do Rio de Janeiro como sede é, por si só, um fato de extrema importância.

  • Quebra de barreiras geográficas: Esta é a primeira vez que o Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica é realizado na América do Sul. Isso democratiza o acesso ao evento de maior nível, permitindo que fãs sul-americanos acompanhem as melhores atletas do mundo ao vivo, algo até então restrito a outros continentes.
  • Legado Olímpico em uso: As competições serão realizadas nas modernas Arenas Cariocas 1 e 2, localizadas no Parque Olímpico da Barra. Utilizar essas instalações reforça o valor do legado dos Jogos de 2016 e mostra a capacidade do Brasil de sediar grandes eventos esportivos internacionais.
  • Impulso midiático e popularização: Sediar um mundial em casa gera um interesse sem precedentes da mídia nacional, o que é crucial para popularizar a ginástica rítmica, tradicionalmente menos visível que a ginástica artística no país. Isso pode inspirar uma nova geração de meninas a praticarem o esporte.
  • Vantagem e pressão do fator casa: Competir em casa oferece uma vantagem única: o apoio maciço do público, que pode energizar as atletas. Por outro lado, também traz uma grande dose de pressão e expectativa por resultados históricos.

Programação e estrutura da competição

O Mundial seguirá o formato tradicional da Federação Internacional de Ginástica (FIG), com disputas em duas categorias principais:** individual e por conjuntos**. As competições ocorrem entre os dias 20 e 24 de agosto.

  • Fase classificatória (20 e 21 de agosto): As atletas individuais se apresentarão com os quatro aparelhos (arco, bola, maças e fita) buscando vagas para as finais por aparelho e, principalmente, para a final do individual geral.
  • Finais (22 a 24 de agosto): O ápice do evento, quando são definidas as campeãs. O dia 22 coroa a melhor ginasta no concurso geral (a que somou a maior pontuação em todos os aparelhos). Os dias 23 e 24 são dedicados às finais por aparelhos para as individuais e às finais do concurso geral e por aparelhos para os conjuntos.

Onde assistir

Para acompanhar as performances ao vivo, você pode sintonizar as seguintes plataformas de transmissão:

Mais que uma competição, um marco simbólico

O Mundial de Ginástica Rítmica no Rio de Janeiro transcende o âmbito esportivo. É a celebração de uma trajetória de crescimento, investimento e conquistas. Para o Brasil, é uma oportunidade de ouro de mostrar ao mundo sua competência organizacional e, acima de tudo, de ver suas atletas buscarem resultados extraordinários com o calor da torcida local. Seja no pódio ou não, o fato de o país receber este evento já é uma medalha de ouro para o desenvolvimento da ginástica rítmica nacional, solidificando o Brasil como uma nação esportiva diversa e em constante evolução. Todos os olhos estarão voltados para as Arenas Cariocas na expectativa de testemunhar história sendo feita.

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