Conteúdo verificado
segunda-feira, 15 de setembro de 2025 às 11:02 GMT+0

De volta ao lugar que é nosso: Juliana Campos encerra espera de 10 anos e leva Brasil à final no salto com vara

Foto: Wagner Carmo/CBAt

Há dez anos, o Brasil viu Fabiana Murer conquistar a medalha de prata no salto com vara no Campeonato Mundial de Atletismo. Desde então, a ausência de atletas brasileiras nas finais da modalidade deixou uma lacuna. No entanto, em 14 de setembro de 2025, em Tóquio, Juliana Campos pôs fim a essa espera, reconectando o presente do esporte com o passado de glórias.

A jornada de Juliana em Tóquio

Aos 28 anos, Juliana Campos demonstrou consistência e maturidade na fase classificatória. Sua performance foi impecável, um verdadeiro espetáculo de técnica e foco:

  • Subida segura: Ela iniciou a prova superando as alturas de 4,25m, 4,30m, 4,45m e 4,60m.
  • 100% de aproveitamento: Em todas as tentativas, Juliana superou as marcas em sua primeira chance.
  • Liderança dividida: Seu desempenho perfeito a colocou na liderança da fase classificatória, ao lado de outras cinco atletas.
  • Vaga garantida: Com 14 atletas alcançando a marca, a organização decidiu classificar todas para a final, confirmando a vaga da brasileira.

Essa atuação mostra a evolução da atleta, que há dois anos, no Mundial de 2023, ficou na 22ª posição com a marca de 4,50m.

O legado e o futuro

A conquista de Juliana vai além da simples classificação. Ela representa um marco para o atletismo brasileiro, carregando um significado simbólico e inspirador:

  • Fim do jejum: A atleta quebrou um hiato de dez anos, trazendo o Brasil de volta ao palco das decisões. A última vez foi com Fabiana Murer, em 2015.
  • Herança de glórias: Ao se classificar, Juliana resgata uma tradição de excelência na prova, que teve em Fabiana Murer sua maior expoente — campeã mundial em 2011 e presença constante em grandes eventos.
  • Inspiração para a nova geração: A performance em um evento global, como o Campeonato Mundial de Atletismo, projeta o nome do Brasil no cenário internacional e motiva jovens talentos a buscarem o mesmo caminho.

Um olhar para a final

  • Enquanto Juliana celebra sua classificação, a brasileira Beatriz Chagas, de 26 anos, não conseguiu avançar. Infelizmente, ela falhou em suas três tentativas de superar a altura inicial de 4,25m, ressaltando a pressão e a dificuldade da competição.

Agora, o foco se volta para a grande final. Com sua performance confiante, Juliana Campos não é apenas uma participante, mas uma forte candidata a lutar por uma medalha e, de vez, escrever seu nome na história do atletismo brasileiro. A prova final está marcada para as 8h20 (horário de Brasília) da quarta-feira, 17 de setembro.

Estão lendo agora

São Paulo 2026: Infraestrutura e imigração - Os pilares que sustentam o sucesso econômico de São PauloNeste domingo, 25 de janeiro de 2026, a cidade de São Paulo comemora 472 anos consolidada como a maior metrópole da Amér...
Os 10 mandamentos do crime: O código de conduta que rege as favelas do Comando Vermelho e que não mudam após a megaoperação do estadoO Comando Vermelho (CV), uma das maiores facções criminosas do Brasil, impõe um regime de regras estritas e punições sev...
EUA aplicam tarifas que chegaram a 104% sobre a China: Como Pequim pode revidar?Em 9 de abril de 2025, entra em vigor uma nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos contra produtos chineses,...
Somos corruptos e desonestos por natureza? A ciência por trás das escolhas imoraisA corrupção é um dos maiores males das sociedades democráticas, violando leis e princípios morais ao distorcer o uso do ...
O preço de combater o PCC: A história de Lincoln Gakiya que vive com um 'decreto de morte' - A guerra de 20 anos do promotor que isolou MarcolaEste resumo, baseado em uma reportagem da BBC News Brasil com o promotor Lincoln Gakiya, mergulha nas táticas do Primeir...
Eutanásia ou resgate? Anant Ambani quer resgatar hipopótamos de Escobar e evitar abate na ColômbiaUm problema ambiental incomum na Colômbia ganhou repercussão internacional: a explosão populacional de hipopótamos desce...
Fofocar foi crucial para a sobrevivência humana? Entenda a psicologia por trás desse comportamento universal - Da leveza à extrema crueldadeA fofoca é um comportamento universal, presente em todas as culturas e sociedades, desde comunidades urbanas até áreas r...
Pix na mira dos EUA: Por que o sistema brasileiro incomoda tanto o governo Trump?O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, voltou ao centro de tensões entre Brasil e Estados Unidos após n...
Bolsas asiáticas fecham misturadas: Conflito Israel-Irã e decisão do Fed ditam o ritmo dos mercados financeirosNesta quarta-feira (18/06/25), as bolsas asiáticas encerraram o dia sem uma direção única, refletindo a cautela dos inve...
Nepal em chamas: Como a Geração Z usou redes sociais para desafiar a corrupção política e derrubar um Primeiro MinistroO Nepal, conhecido por suas paisagens montanhosas, está no centro de uma das maiores crises políticas e sociais de sua h...
Do divã para a dark web: "Meus segredos estão na internet para sempre" - O trauma das vítimas hackeadas e expostas na FinlândiaEste relato reconstrói um dos episódios mais sombrios da era digital: o ataque à empresa finlandesa Vastaamo. O que come...
Slowjamastan: O refúgio satírico para quem cansou da política tradicional - Micronação fundada por um DJ na CalifórniaA chamada República de Slowjamastan é uma micronação criada no deserto da Califórnia que mistura humor, crítica social e...