O que ninguém esperava na abertura da Olimpíada de Inverno 2026: Confira os melhores momentos
Nesta sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, o mundo voltou seus olhos para a Itália para a abertura oficial da XXV Olimpíada de Inverno. Em um formato inovador e descentralizado, a cerimônia celebrou a dualidade entre a sofisticação urbana de Milão e a imponência natural das Dolomitas, em Cortina D'Ampezzo. O evento, que começou pontualmente às 16h (horário de Brasília), não apenas deu o pontapé inicial nas competições, mas também prestou homenagens emocionantes à cultura, à moda e à música italiana.
Dualidade histórica e piras simultâneas
Pela primeira vez na história olímpica, o protocolo de acendimento da chama ocorreu em dois locais ao mesmo tempo, reforçando o conceito de sedes compartilhadas. Em Milão, no emblemático Arco da Paz, as lendas Alberto Tomba e Deborah Compagnoni foram os responsáveis por acender a pira urbana. Simultaneamente, na Piazza Dibona, em Cortina, a medalhista Sofia Goggia deu vida à pira das montanhas. Ambas permanecerão acesas até o encerramento dos Jogos, simbolizando a união das regiões da Lombardia e do Vêneto.
O Brasil na neve: Criatividade e estrela global
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A delegação brasileira trouxe um brilho especial ao desfile. A ginasta Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica da história do país, teve o prestígio de ser uma das portadoras da bandeira olímpica no San Siro, ao lado de ícones mundiais como o maratonista Eliud Kipchoge.
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Na condução da bandeira verde-amarela, o esquiador Lucas Pinheiro Braathen (em Milão) e Nicole Silveira, do skeleton (em Cortina), surpreenderam o público. Vestindo conjuntos "puffer" brancos, os atletas abriram os casacos durante o desfile para revelar a bandeira brasileira estampada no forro interno, um gesto simbólico de carinho pelo país.
Homenagem póstuma ao mestre Giorgio Armani
- A moda, pilar fundamental da identidade milanesa, foi um dos pontos altos da noite. Em um momento de profunda emoção, a cerimônia apresentou um desfile coreografado com as cores da bandeira italiana, verde, branco e vermelho. As peças foram assinadas por Giorgio Armani, sendo este um de seus últimos projetos finalizados antes de seu falecimento em setembro de 2025. O telão do San Siro exibiu tributos ao estilista, transformando o gramado em uma passarela de alta costura sob o céu de inverno.
Show de estrelas: Da Ópera ao Pop
A trilha sonora da abertura foi um espetáculo à parte, misturando a tradição clássica com o alcance global da música pop:
- Vozes da Itália: Laura Pausini interpretou o hino nacional italiano no San Siro, sincronizada com um coral localizado a cinco horas de distância, em Cortina. O tenor Andrea Bocelli emocionou o estádio com uma performance poderosa de "Nessun Dorma".
- Brilho internacional: Mariah Carey subiu ao palco central para um medley que incluiu o clássico italiano "Volare" e o hit "Nothing Is Impossible", exibindo seus famosos registros de apito e usando um figurino em branco e prata que remetia ao gelo e à neve.
- Raízes culturais: A atriz Matilda De Angelis abriu o evento regendo uma performance em homenagem aos grandes mestres da ópera: Verdi, Puccini e Rossini.
A jornada das delegações
Como manda a tradição, a Grécia abriu o desfile dos atletas, seguida pelas demais nações em ordem alfabética. O encerramento do desfile ficou com os anfitriões: a Itália. Liderados por Arianna Fontana e Federico Pellegrino em Milão, e por Amos Mosaner e Federica Brignone em Cortina, os italianos foram recebidos com uma ovação ensurdecedora, consolidando o clima de festa que tomou conta das ruas fechadas e dos transportes públicos lotados da cidade.
