Conteúdo verificado
sábado, 3 de janeiro de 2026 às 10:55 GMT+0

Operação Mar-a-Lago: Trump confirma captura de Maduro após ataque militar em larga escala na Venezuela (em atualização)

Getty Images

A madrugada deste sábado, 3 de janeiro de 2026, marca um dos momentos mais tensos da história recente da América Latina. Em uma série de publicações na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que as forças americanas realizaram uma operação militar de grande escala em território venezuelano. O anúncio central, que abalou a comunidade internacional, afirma que o presidente Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país por via aérea.

O cenário em Caracas é de caos e incerteza, com explosões confirmadas em pontos estratégicos e interrupções no fornecimento de energia, enquanto o mundo aguarda o pronunciamento oficial da Casa Branca, agendado para o início da tarde.

O impacto em Caracas: Explosões e blackouts

  • Moradores da capital venezuelana relataram uma noite de terror. Por volta das 2h da manhã, detonações intensas foram ouvidas em áreas sensíveis, como a base aérea de La Carlota e o Forte Tiuna, o maior complexo militar do país. Testemunhas descreveram aeronaves voando a baixa altitude e colunas de fumaça subindo sobre diversos pontos da cidade.
  • A jornalista Vanessa Silva, residente em Caracas, descreveu o impacto das explosões como "mais forte que um raio", afirmando que a precisão dos ataques fez edifícios tremerem em áreas residenciais. Logo após o início da ofensiva, grandes setores da capital ficaram sem luz, dificultando a comunicação e a circulação de informações.

A operação de captura e a retórica de Trump

A resposta do governo venezuelano

  • Antes do anúncio da captura, o governo da Venezuela emitiu um comunicado contundente, classificando a ação como uma "agressão militar imperialista" e uma tentativa de "guerra colonial". O documento apela à comunidade internacional e invoca o artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que trata do direito à legítima defesa.
  • Em um de seus últimos atos oficiais antes das notícias sobre sua captura, Maduro teria decretado "estado de comoção externa" em todo o país, convocando milícias e forças políticas para a resistência armada. O governo bolivariano sustenta que o ataque visa uma mudança forçada de regime em aliança com setores da oposição interna.

Contexto de hostilidades crescentes

  • A operação deste sábado não foi um evento isolado. Desde setembro de 2025, os Estados Unidos intensificaram ataques contra embarcações no Pacífico e no Caribe, alegando que eram utilizadas para o tráfico de drogas financiado pelo petróleo venezuelano. Estima-se que mais de 110 pessoas tenham morrido nesses confrontos marítimos nos últimos meses.
  • Além da questão do narcotráfico, Trump intensificou a pressão política ao acusar Maduro de esvaziar prisões e hospitais psiquiátricos para enviar detentos aos Estados Unidos, elevando a crise diplomática a um ponto de ruptura definitiva.

Próximos passos

  • A confirmação da captura de Nicolás Maduro pelas forças americanas representa uma mudança drástica no tabuleiro geopolítico das Américas. Enquanto a oposição venezuelana e aliados dos EUA aguardam os detalhes da transição, paira a dúvida sobre como as Forças Armadas da Venezuela historicamente leais ao chavismo reagirão à ausência de seu comandante em chefe.

Acompanhe ao vivo BBC: Venezuela pede a Trump prova de que Maduro está vivo após ataque; siga em tempo real

A coletiva de imprensa convocada por Trump para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, deverá esclarecer as condições da detenção de Maduro e os planos imediatos para a estabilização da Venezuela.

Estão lendo agora

GPX Telecom: Ataques criminosos forçam fechamento de provedora de internet no Ceará - Entenda o impacto na conectividade e segurançaImagine acordar e descobrir que sua internet, essencial para trabalho, estudos e comunicação, simplesmente não funciona ...
Como posicionar mãos e corpo para digitar e usar o computador sem dores - Guia completo resumidoSentir dores nos ombros, punhos ou costas após longas horas no computador é um problema comum, mas evitável. Segundo o o...
A entrevista secreta de "Julinho da Adelaide": A estratégia de Chico Buarque para driblar a censuraEm 7 de setembro de 1974, o jornal Última Hora publicou uma entrevista que se tornaria lendária na história da música br...
Concursos públicos 2025: Resumo de tudo o que você precisa saber para se preparar e quais os saláriosOs concursos públicos são uma excelente oportunidade para quem busca estabilidade, bons salários e benefícios. Em 2025, ...
Rinite alérgica não tem cura? Entenda por que e como controlar os sintomas de forma eficazA rinite alérgica é uma condição muito comum, que pode afetar até 40% da população mundial. Caracteriza-se por sintomas ...
Por que a Finlândia está contratando brasileiros? Como conseguir o visto rápido e acessar 140 mil vagasA Finlândia enfrenta um desafio econômico estrutural: manter seu crescimento diante da escassez de mão de obra e do enve...
Como a renúncia fiscal de R$ 266 Bi afeta seu dia a dia? O impacto oculto no bolso e nos serviços públicosEm 2025, os estados brasileiros deixarão de arrecadar R$ 266 bilhões devido a benefícios fiscais concedidos a grandes em...
Mayara Magri: A trajetória da bailarina brasileira que conquistou o Royal Ballet de LondresA bailarina carioca Mayara Magri alcançou um dos cargos mais prestigiados da dança clássica mundial: bailarina principal...
Dólar cai globalmente, mas política brasileira pode impedir queda: O que esperar para o câmbio no BrasilNos últimos dias, o dólar tem enfrentado uma queda frente a diversas moedas globais. Essa movimentação está diretamente ...
Adoçante faz mal ao cérebro? Novo estudo liga consumo a envelhecimento cerebral precoceUm estudo da Universidade de São Paulo (Fmusp) revelou uma possível conexão preocupante entre o consumo de adoçantes art...
Israel x Irã: Até quando a "Paz armada" segurará a próxima guerra?A recente escalada militar entre Israel e Irã reacendeu um debate crucial nas Relações Internacionais: a eficácia da "pa...