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quarta-feira, 27 de maio de 2026 às 10:25 GMT+0

Quem vai ganhar a Copa de 2026? Guru que acertou as últimas 3 edições prevê eliminação do Brasil e aponta campeão inédito

Assim como o famoso polvo Paul se tornou um fenômeno ao prever corretamente os resultados da Alemanha em 2010, o economista alemão Joachim Klement conquistou fama global por uma razão diferente: um complexo modelo estatístico que previu com precisão o campeão das últimas três Copas do Mundo (2014, 2018 e 2022). Embora Klement mantenha uma postura cética quanto à capacidade humana de prever eventos esportivos, seu histórico de acertos desperta grande curiosidade e expectativa para o torneio de 2026.

As previsões para o campeão e o caminho até a final

De acordo com o modelo de Klement, a Holanda será a grande campeã da Copa de 2026, derrotando Portugal na final, que será realizada no Estádio MetLife, em Nova Jersey.** A trajetória desenhada pelo economista aponta para confrontos decisivos nas fases finais:**

  • Semifinais: O modelo projeta um duelo entre Holanda e Espanha de um lado, e Inglaterra contra Portugal do outro.
  • Destaque do torneio: Portugal avançaria após eliminar a Argentina nas quartas de final, repetindo o sucesso histórico contra os ingleses em Copas do Mundo.

O destino do Brasil na competição

Apesar de uma expectativa positiva inicial, o modelo sugere um resultado frustrante para o Brasil. Segundo a previsão, a seleção brasileira se classificaria em primeiro lugar na fase de grupos, mas seria eliminada de forma surpreendente logo no primeiro mata-mata. Klement aponta o Japão como o algoz do Brasil, classificando o possível cenário como uma das maiores zebras da história das Copas.

O ceticismo do próprio criador

É fundamental compreender que Klement não se considera um vidente, mas sim um crítico da arrogância dos economistas que tentam prever o imprevisível.

  • A origem do modelo: O projeto nasceu como um exercício irônico para demonstrar a fragilidade de modelos econômicos aplicados a eventos complexos. O sucesso contínuo foi, para ele, um golpe de sorte.
  • O fator aleatório: O economista enfatiza que seu modelo utiliza fatores sistêmicos (como PIB, clima e ranking da FIFA), mas admite que estes respondem por apenas 50% do resultado. A outra metade, segundo ele, reside na imprevisibilidade do esporte: o desempenho individual no dia do jogo, decisões arbitrais e fatores puramente aleatórios, como uma bola na trave.

Entre a ciência e a diversão

Joachim Klement encara suas previsões como uma distração necessária em meio a um cenário global marcado por crises e conflitos. Embora seus colegas de profissão no setor financeiro levem o modelo a sério a ponto de realizarem apostas baseadas nele, o autor reforça o caráter lúdico da iniciativa. O "guru" reconhece o peso da expectativa sobre seus ombros, brincando que, se a Holanda for eliminada precocemente, terá que evitar o escritório por algum tempo. Em última análise, a previsão serve menos como uma verdade absoluta e mais como um lembrete de que, no futebol, a sorte e o imprevisto sempre têm a palavra final.

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