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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 às 10:55 GMT+0

Lula ou Flávio Bolsonaro: Quem são os pré-candidatos e o que dizem as últimas pesquisas para as eleições 2026

A menos de um ano das eleições presidenciais de 2026, o cenário eleitoral brasileiro começa a ganhar forma. Pelo menos sete nomes já se colocaram como pré-candidatos ao Palácio do Planalto, enquanto outros articulam internamente suas candidaturas. O quadro ainda é provisório, o prazo final para registro no Tribunal Superior Eleitoral é 15 de agosto, mas as pesquisas já indicam tendências, forças e fragilidades.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026. Caso nenhum candidato ultrapasse 50% dos votos válidos, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

A seguir, um panorama atualizado e organizado dos principais nomes que já largaram na disputa.

Lula tenta o quarto mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que disputará a reeleição, apesar de ter afirmado em 2022 que cumpriria apenas um mandato. Se vencer, será o primeiro presidente eleito quatro vezes no Brasil.

Aos 80 anos, Lula aparece na liderança das pesquisas de primeiro turno, com intenções de voto variando na faixa dos 35% a 45%, dependendo do levantamento e do cenário testado.

Pontos fortes

  • Liderança consolidada nas pesquisas.
  • Forte recall eleitoral e base fiel.
  • Experiência política acumulada.

Desafios

  • Alta taxa de rejeição, acima de 50% em alguns levantamentos.
  • Desgaste natural de governo.
  • Polarização intensa com o campo bolsonarista.

Flávio Bolsonaro assume o protagonismo da oposição

Com o ex-presidente Jair Bolsonaro impedido de concorrer, o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi escolhido como representante do grupo político.

Ele aparece em segundo lugar nas pesquisas, com índices que variam entre 29% e quase 40%, dependendo do instituto. Em alguns cenários de segundo turno, já surge tecnicamente empatado com Lula.

Pontos fortes

  • Transferência direta do capital político do pai.
  • Consolidação como principal nome da direita bolsonarista.
  • Base eleitoral mobilizada.

Desafios

  • Rejeição também elevada.
  • Necessidade de ampliar apoio além do eleitorado ideológico.
  • Unificar toda a oposição em torno do seu nome.

Romeu Zema aposta no discurso liberal

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lançou sua pré-candidatura com discurso crítico ao PT e defesa de uma agenda liberal.

Empresário antes de entrar na política, Zema governa Minas desde 2019 e busca se apresentar como alternativa técnica e gerencial.

Desempenho nas pesquisas

  • Entre 1% e 8%, dependendo do cenário.

Desafios

  • Baixa projeção nacional.
  • Competição direta com outros nomes de centro-direita.

Aldo Rebelo muda de campo político

Ex-ministro nos governos petistas, Aldo Rebelo agora disputa pelo Democracia Cristã (DC). Após décadas no PCdoB, aproximou-se do campo conservador nos últimos anos.

Características da candidatura

  • Discurso crítico tanto ao governo Lula quanto ao Supremo Tribunal Federal.
  • Baixo desempenho nas pesquisas, em torno de 1%.
  • Tentativa de reposicionamento ideológico.

Renan Santos e o projeto do MBL

Cofundador do Movimento Brasil Livre, Renan Santos lançou-se candidato pelo partido Missão.

O MBL ganhou notoriedade nas manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff e tenta se consolidar como alternativa liberal independente do bolsonarismo.

Nas pesquisas

  • Entre 1% e 3%.

Desafio central

  • Romper a barreira da polarização entre Lula e Bolsonaro.

Samara Martins e a candidatura da esquerda radical

A dentista Samara Martins, do partido Unidade Popular (UP), representa um campo mais à esquerda do PT. Atua em movimentos sociais e busca ampliar a visibilidade do partido.

  • Seu nome ainda não aparece com destaque nas pesquisas nacionais.

O PSD busca um nome competitivo

O PSD decidiu que terá candidatura própria em 2026. Três governadores disputam internamente a indicação:

Ronaldo Caiado

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, já lançou pré-candidatura. Com trajetória política de mais de três décadas, tenta se viabilizar como representante do agronegócio e de uma direita menos radical.

  • Entre 4% e 5% nas pesquisas.
  • Precisa ampliar reconhecimento nacional.

Eduardo Leite

Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, migrou recentemente para o PSD após longa trajetória no PSDB.

  • Cerca de 4% em alguns cenários.
  • Defende uma alternativa fora da polarização Lula-Bolsonaro.
  • Depende do aval partidário.

Ratinho Júnior

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, é considerado o mais competitivo dentro do PSD até agora.

  • Pode alcançar até 8% em determinados cenários.
  • É o mais conhecido entre os três, mas também enfrenta rejeição relevante.
  • Apresenta-se como representante de uma nova geração política.

Um cenário ainda em movimento

Apesar dos anúncios, o quadro permanece aberto. Até o registro oficial das candidaturas, novas alianças podem surgir, partidos podem mudar de estratégia e nomes podem desistir.

No momento, o cenário aponta para:

  • Forte polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.
  • Tentativas de construção de uma terceira via de centro-direita.
  • Candidaturas ideológicas buscando espaço fora da polarização.

Polarização dominante, mas disputa aberta

O quadro atual é um retrato de momento. Até 15 de agosto de 2026, data limite para o registro oficial no TSE, muitas alianças serão costuradas e desistências podem ocorrer. O que se observa, contudo, é uma eleição que promete ser decidida no detalhe, com os principais candidatos lutando para converter sua alta rejeição em confiança antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Será uma corrida de resistência onde o controle da narrativa e a economia serão, como de costume, os grandes juízes.

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