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sábado, 11 de julho de 2026 às 10:23 GMT+0

Doenças da pobreza: Por que as doenças negligenciadas ainda afetam milhões de pessoas no Brasil e no mundo?

Embora muitas sejam conhecidas há décadas, as doenças negligenciadas continuam atingindo cerca de um bilhão de pessoas no mundo, principalmente em regiões pobres e com pouco acesso à saúde e saneamento. No Brasil, elas ainda representam um importante desafio para a saúde pública.

O que são doenças negligenciadas?

São enfermidades que recebem pouco investimento da indústria farmacêutica por terem baixo retorno financeiro.

Entre as principais estão:

  • Doença de Chagas
  • Hanseníase
  • Leishmaniose
  • Esquistossomose
  • Malária
  • Tuberculose
  • Dengue

Por que continuam sendo um problema?

Essas doenças permanecem presentes devido a fatores como:

  • Pobreza e falta de saneamento básico.
  • Diagnóstico tardio.
  • Acesso limitado aos serviços de saúde.
  • Baixo investimento em novos tratamentos.

Tratamentos ainda são um desafio

Muitos medicamentos utilizados são antigos, podem causar efeitos colaterais importantes e oferecem poucas alternativas terapêuticas. Além disso, o desenvolvimento de novas vacinas e remédios avança lentamente.

A pesquisa depende do investimento público

Como há pouco interesse comercial, universidades, instituições públicas e organizações sem fins lucrativos lideram grande parte das pesquisas. Especialistas alertam que a redução dos investimentos pode atrasar ainda mais o combate a essas doenças.

Como reduzir o impacto?

As principais estratégias incluem:

  • Ampliar o saneamento básico.
  • Fortalecer a prevenção e o controle de vetores.
  • Investir em pesquisa científica.
  • Garantir diagnóstico precoce e tratamento gratuito pelo SUS.
  • Intensificar campanhas de conscientização.

As doenças negligenciadas continuam afetando milhões de pessoas e refletem as desigualdades sociais e de acesso à saúde. Ampliar os investimentos em pesquisa, prevenção e infraestrutura é essencial para reduzir sua incidência e oferecer tratamentos mais eficazes às populações mais vulneráveis.

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