Josef Mengele: Arquivos secretos nazistas - O que a Suíça escondeu por décadas sobre o "anjo da morte"?
A Suíça anunciou que vai liberar arquivos secretos sobre Josef Mengele, um dos criminosos nazistas mais procurados após a Segunda Guerra Mundial. Conhecido como “Anjo da Morte”, ele atuou em Auschwitz selecionando vítimas para as câmaras de gás e realizando experimentos cruéis em prisioneiros, principalmente crianças e gêmeos.
Após a guerra, Mengele fugiu da Europa usando documentos obtidos com ajuda indireta do sistema de refugiados da Cruz Vermelha e viveu por décadas na América do Sul, incluindo o Brasil, onde morreu em 1979 sob identidade falsa.
O mistério envolvendo a Suíça
Historiadores suspeitam que Mengele possa ter retornado à Europa no início dos anos 1960 e passado pela Suíça usando nome falso.
As suspeitas aumentaram após descobertas como:
- Um alerta da inteligência austríaca informando que Mengele poderia estar em território suíço.
- O aluguel de um apartamento em Zurique por sua esposa.
- Vigilância policial no local e registro de um homem não identificado acompanhando a família.
Até hoje, nunca foi comprovado oficialmente se ele realmente esteve no país.
Por que os arquivos ficaram secretos
- Os documentos estavam bloqueados até 2071 sob alegação de segurança nacional e proteção familiar. Historiadores criticaram o sigilo, afirmando que ele alimentava teorias da conspiração e escondia possíveis falhas da Suíça no pós-guerra.
- Após pressão judicial e pública, o governo suíço decidiu liberar os arquivos, embora ainda exista receio de que parte do conteúdo seja censurada.
O que os documentos podem revelar
Os arquivos podem trazer detalhes sobre:
- Possíveis viagens secretas de Mengele pela Europa.
- Contatos entre a Suíça e serviços secretos estrangeiros, como o Mossad.
- O papel suíço na fuga ou proteção indireta de nazistas após a guerra.
A abertura desses arquivos pode ajudar a esclarecer um dos capítulos mais obscuros do pós-guerra. Mesmo sem garantir respostas definitivas, o caso reacende debates sobre transparência histórica, responsabilidade dos países europeus e os caminhos usados por criminosos nazistas para escapar da Justiça.
