Conteúdo verificado
sábado, 2 de novembro de 2024 às 11:03 GMT+0

Como usuários do X ganham milhares de dólares espalhando fake news sobre a eleição dos EUA

A propagação de desinformação nas redes sociais, especialmente durante períodos eleitorais, tem se tornado uma prática alarmante. Recentemente, uma investigação da BBC destacou como alguns usuários da plataforma X (antigo Twitter) estão gerando lucros significativos ao compartilhar fake news sobre as eleições nos Estados Unidos. Vamos entender como isso acontece e quais são as suas consequências.

Ganhos financeiros e redes de desinformação

Os usuários do X estão ganhando entre centenas e milhares de dólares por mês ao disseminar informações enganosas. Essa prática envolve:

  • Criação de conteúdo: Postagens incluem notícias verdadeiras e falsas, imagens geradas por inteligência artificial e teorias da conspiração.
  • Organização em redes: Contas se juntam para compartilhar publicações, aumentando o alcance e, assim, os ganhos.
  • Mudanças na monetização do X: A plataforma agora paga contas verificadas com base no engajamento de usuários premium, o que favorece conteúdos polêmicos que geram mais interações.

O impacto da desinformação

As fake news não ficam restritas ao X; elas se espalham para outras redes sociais como Facebook e TikTok. Exemplos incluem:

  • Manipulação de imagens: Usuários criam e compartilham imagens adulteradas, como uma falsa associação de Kamala Harris a um emprego em um McDonald's, apresentando-a como um fato.
  • Teorias da conspiração: Informações enganosas, como a alegação de um atentado contra Donald Trump, afetam a percepção pública sobre a política e fomentam desconfiança em relação à veracidade das notícias.

Relação com políticos e campanhas

Os usuários que disseminam fake news não apenas postam conteúdos; eles interagem diretamente com políticos e campanhas. Essa dinâmica inclui:

  • Apoio a candidatos: Usuários são incentivados a compartilhar postagens em favor de políticos, criando um ciclo de desinformação.
  • Colaboração: Algumas campanhas buscam apoio de usuários do X, aproveitando a influência que esses perfis têm na plataforma.

A visão dos criadores de conteúdo

Os criadores de conteúdo compartilham suas perspectivas sobre a desinformação:

  • Freedom Uncut: Um usuário que prefere manter sua identidade em segredo relata gastar até 16 horas por dia postando conteúdo. Ele vê suas postagens como uma forma de "arte", apesar de sua natureza provocativa.
  • Brown Eyed Susan: Uma usuária que apoia Kamala Harris decidiu monetizar sua conta após obter a verificação azul, compartilhando memes e teorias de conspiração.

A disseminação de fake news, especialmente durante as eleições, levanta questões sérias sobre a responsabilidade das plataformas de redes sociais e dos usuários. A possibilidade de monetizar a desinformação tem consequências profundas para o discurso político e a percepção pública. Assim, tanto os criadores de conteúdo quanto as plataformas precisam refletir sobre as implicações éticas de suas ações e encontrar maneiras de mitigar a propagação de informações falsas.

Este cenário nos convida a considerar a importância de uma informação precisa e responsável, especialmente em um momento crucial como o das eleições. A luta contra a desinformação é, sem dúvida, um desafio que requer vigilância contínua e ação consciente.

Estão lendo agora

Navegando na MCU: A cronologia dos filmes da Marvel para uma aventura completa 🎬No fascinante universo cinematográfico da Marvel, a interconexão de personagens e tramas atinge seu auge desde 2008, qua...
Traição na tela: Os melhores filmes e séries sobre traição no catálogo do Prime VideoHistórias de amor são sempre populares, mas narrativas sobre traição despertam um fascínio único, combinando mistério, t...
"Suicida vai para o inferno?": A crença religiosa e seu impacto no luto por suicídioO suicídio é um dos temas mais delicados e estigmatizados na sociedade, especialmente quando envolvido com a fé e a reli...
Bumbum Care: Dicas dermatológicas para glúteos lisos, hidratados e sem foliculiteO Bumbum Care surge como a evolução do autocuidado, levando a atenção e os princípios do skincare facial para a pele dos...
Ozempic brasileiro: Conheça Olire e Lirux – Diferenças, eficácia e como funcionam contra diabetes e obesidadeNesta segunda-feira (04/08/25), chegaram às farmácias brasileiras dois novos medicamentos desenvolvidos pela EMS: o Olir...
Por trás da perfeição dos "Doramas": O alcoolismo funcional que ameaça a Coreia do SulA Coreia do Sul enfrenta um problema significativo com o consumo de álcool, que está profundamente enraizado na cultura ...
O mistério do cogumelo que faz pessoas verem "pessoinhas": Entenda a cência por trás do Lanmaoa asiaticaAnualmente, durante a temporada de chuvas na província de Yunnan, na China, o sistema de saúde local registra um fenômen...
Por que o espiritismo "vingou" no Brasil? A história por trás do maior país espírita do mundoA doutrina espírita, codificada pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido como Allan Kardec, ...
Aposentadoria de Barroso: O novo xadrez do Supremo Tribunal FederalA saída antecipada do Ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF) não é apenas uma notícia administr...
Maratona Netflix: 9 destaques de fantasia a suspense – O que assistir no fim de semana (07/11)O fim de semana chegou e o sofá está chamando! Para acabar com a indecisão na hora de escolher o que assistir, preparamo...
Ideologia cega: Por que pessoas defendem o indefensável? Além da esquerda e direita - O que realmente importa quando a política falhaA democracia, por natureza, convive com uma diversidade de opiniões e posicionamentos, incluindo aqueles considerados ra...
A conta da solidariedade: R$ 1,438 trilhão gasto em auxílios - O que isso significa para o orçamento e a economia do Brasil?A pandemia de Covid-19 não foi apenas uma emergência de saúde; ela se tornou um marco de transformação na política socia...