O novo filme de Michael Jackson é um insulto ao Rei do Pop? Entenda a polêmica crítica da BBC
Imagem: Universal Pictures
A cinebiografia Michael (2026), que retrata a vida de Michael Jackson, recebeu críticas bastante negativas, especialmente do crítico Nicholas Barber, da BBC. Apesar do grande potencial da história do artista, marcada por genialidade, controvérsias e impacto cultural, o filme é apontado como uma produção fraca, superficial e pouco envolvente.
Uma narrativa segura demais e vazia
O filme opta por seguir uma linha cronológica básica, passando pela infância no Jackson 5 até o auge do sucesso nos anos 1980. No entanto, ele evita deliberadamente qualquer aspecto controverso da vida do cantor, encerrando a história antes das acusações mais graves.
Essa escolha remove não apenas conflitos delicados, mas também o drama essencial que daria profundidade à narrativa, deixando o roteiro previsível e pouco impactante.
Personagem principal sem complexidade
- Interpretado por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, o protagonista é retratado de forma excessivamente idealizada.
- Faltam nuances emocionais e contradições, resultando em um personagem quase “perfeito”, desconectado da intensidade artística e psicológica associada ao verdadeiro Michael Jackson. Isso enfraquece a credibilidade e o envolvimento do público.
Atuações e personagens secundários pouco marcantes
Apesar de contar com nomes experientes no elenco, como Colman Domingo e Miles Teller, os personagens coadjuvantes são superficiais ou caricatos.
- Joe Jackson é retratado de forma exagerada e pouco convincente.
- Os irmãos do cantor quase não têm relevância.
- Janet Jackson, figura importante na história real, sequer aparece no filme.
Essa falta de desenvolvimento prejudica ainda mais a construção da história.
Produção tecnicamente competente, mas sem alma
Mesmo com profissionais renomados na direção e roteiro, o resultado final não reflete essa experiência.
Os principais problemas apontados são:
- Diálogos artificiais e pouco naturais
- Visual sem criatividade
- Recriações de shows e videoclipes que deveriam ser icônicas, mas acabam sem energia
O filme falha justamente em capturar o elemento mais importante: o impacto artístico revolucionário de Michael Jackson.
Um tributo que se transforma em crítica indireta
- A intenção clara era homenagear o artista, mas o excesso de proteção à imagem acaba gerando o efeito oposto.
- Ao evitar conflitos e complexidade, o filme se torna raso e pouco fiel à grandiosidade da carreira de Jackson, sendo visto mais como uma peça promocional do que como uma obra cinematográfica relevante.
Trailer: Michael | Teaser | O nascimento de uma lenda
Apesar de contar com uma história poderosa e uma equipe experiente, Michael decepciona por sua abordagem superficial e excessivamente idealizada.
Ao ignorar os aspectos mais complexos da vida do artista, o filme perde força dramática, autenticidade e impacto. O resultado é uma cinebiografia tecnicamente aceitável, mas emocionalmente vazia, incapaz de refletir a verdadeira dimensão de Michael Jackson como artista e figura cultural.
