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sábado, 15 de novembro de 2025 às 11:26 GMT+0

Quem vence o Oscar 2026? Lista de indicados, candidatos surpresa e os filmes que perderam o fôlego na corrida

A 98ª cerimônia do Oscar, marcada para 15 de março de 2026, já está com o palco montado para uma temporada de premiações vibrante. Críticos como Nicholas Barber e Caryn James, da BBC Culture, mapearam o cenário inicial, identificando quem está em alta e quais filmes enfrentam um caminho mais íngreme. Este resumo expande e organiza essas informações, destacando as narrativas mais envolventes da corrida.

As grandes apostas e narrativas incontornáveis

Certos filmes e atuações já se consolidaram como a espinha dorsal da corrida, trazendo consigo o peso da expectativa, narrativas de redenção ou atuações simplesmente avassaladoras.

1. O favoritismo inabalável de Jessie Buckley em "Hamnet"

  • A atuação: Jessie Buckley é a favorita absoluta para Melhor Atriz por sua interpretação "vibrante e comovente" de Agnes, a esposa de Shakespeare. É o tipo de performance intensa e emocional que a Academia costuma premiar.
  • O contexto: Com uma indicação anterior ("A Filha Perdida", 2021), Buckley já é uma figura conhecida na campanha. A expectativa é que ela pavimente seu caminho com vitórias em prêmios preliminares.
  • O "bloco Hamnet": O filme é um forte concorrente em categorias cruciais como Melhor Filme, Direção (Chloé Zhao), Ator Coadjuvante (Paul Mescal) e Roteiro Adaptado, fortalecendo a candidatura de todo o elenco e equipe.

2. Paul Thomas Anderson e o Oscar atrasado - "Uma batalha após a outra"

  • O filme: "Uma Batalha Após a Outra" é uma obra complexa de ação, drama e comédia política que dominou o buzz inicial.
  • A reputação: Paul Thomas Anderson é um diretor aclamado com várias indicações, mas sem uma estatueta. Há um forte sentimento de que a Academia precisa corrigir essa "omissão" em sua carreira.
  • O poder de conjunto: O filme não é apenas um candidato a Melhor Filme, mas possui um elenco de peso, com Leonardo DiCaprio (Melhor Ator) e múltiplos candidatos a coadjuvantes (Sean Penn, Benicio Del Toro, Teyana Taylor).

3. Ryan Coogler: A correção de rota da Academia - "Pecadores"

  • O fato histórico: Apesar de seu sucesso de crítica e bilheteria ("Pantera Negra", "Creed"), Ryan Coogler nunca foi indicado ao Oscar como diretor ou roteirista.
  • O filme pessoal: "Pecadores" é um projeto original e pessoal sobre vampiros, destacando-se em um ano repleto de adaptações e sequências.
  • A oportunidade: Sua indicação representaria o reconhecimento do talento original e comercial de Coogler, além de impulsionar a candidata a Melhor Atriz Coadjuvante, Amy Madigan.

4. O carisma jovem de Timothée Chalamet - "Marty Supreme"

  • A campanha cativa: Chalamet, já um queridinho da Academia, volta com um papel baseado em uma pessoa real em "Marty Supreme". Sua atuação transforma um personagem potencialmente "desagradável" em algo fascinante.
  • O valor da continuidade: Ele representa a nova geração de atores com credibilidade artística e popularidade, reforçando a valorização da Academia por mergulhos complexos em figuras reais.

5. Ariana Grande e o feito inédito em "Wicked: Parte II"

  • A história: Se for indicada a Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação "brilhante" como Glinda, Ariana Grande será a primeira pessoa a ser indicada por interpretar o mesmo personagem em dois anos consecutivos (após a indicação por "Wicked: Parte I" em 2025).
  • O Buzz: Tal feito é raríssimo e gera uma atenção extraordinária em torno de sua candidatura, destacando sua performance em uma grande produção musical.

O resgate pelo streaming e a força global

Esta temporada sublinha a importância crescente do cinema internacional, das plataformas de streaming e de atuações em gêneros tipicamente negligenciados.

1. "Frankenstein" (Guillermo Del Toro) e Jacob Elordi:

  • A distribuição pela Netflix reascendeu a campanha do filme. Originalmente um forte candidato em categorias técnicas, o longa ganhou fôlego com a possibilidade de uma indicação para Jacob Elordi como O Monstro, gerando um debate útil (Principal ou Coadjuvante?) que o mantém em evidência.

2. Jafar Panahi e a arte da resistência: "Foi apenas um acidente"

  • O filme iraniano "Foi Apenas Um Acidente" venceu a Palma de Ouro e representa a França no Oscar Internacional. A história por trás das câmeras, o diretor produzindo e exportando o filme clandestinamente enquanto estava preso é um poderoso triunfo artístico sobre a adversidade. O filme tem grandes chances na categoria internacional e Panahi pode ser lembrado em Direção e Roteiro.

3. Amy Madigan e a abertura ao terror: "A Hora do Mal"

  • Aos 75 anos, Amy Madigan está em alta para Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação "gloriosamente grotesca" em "A Hora do Mal". Uma indicação sinalizaria uma maior abertura da Academia para reconhecer performances em filmes de terror, além de criar uma cativante narrativa de reconhecimento tardio.

4. Stellan Skarsgård: A primeira indicação tardia: "Sentimental Value"

  • Aos 74 anos, o respeitado Stellan Skarsgård, por "Sentimental Value" (Noruega), pode receber sua primeira indicação ao Oscar. A campanha o coloca em Melhor Ator Coadjuvante, destacando a Academia em reconhecer longas e consagradas carreiras e a força do cinema internacional.

5. "Guerreiras do K-Pop" e a inovação na animação:

  • Este sucesso global da Netflix desafia o domínio dos estúdios tradicionais. Em um ano considerado fraco para as grandes franquias, a popularidade e a inovação temática do filme representam a consolidação das plataformas de streaming e das produções internacionais na categoria de Melhor Animação.

Quem perdeu o fôlego na corrida

A temporada de premiações é implacável, e o sucesso em festivais nem sempre garante a vitória. A performance comercial e a reação do público são fatores decisivos.

  • "Coração de Lutador: The Smashing Machine":
    Apesar de ter todos os elementos de um favorito (biografia, diretor de prestígio, ator pop em papel dramático), o filme teve uma bilheteria desastrosa, fator que praticamente esvaiu suas chances na corrida.

  • "Depois da Caçada":
    O filme com Julia Roberts, dirigido por Luca Guadagnino e com um tema relevante (#Metoo), estreou em Veneza. Contudo, a rejeição da crítica e do público, que o consideraram "exagerado e monótono", encerrou prematuramente sua campanha.

A Lição: Qualidade técnica e temas relevantes não são suficientes se o filme não conseguir ressoar com o público ou tiver um desempenho comercial significativamente fraco.

Um palco de narrativas poderosas

A corrida ao Oscar 2026 promete ser uma das mais ricas em narrativas: a consolidação de estrelas como Buckley e Chalamet, a possível consagração de mestres como PTA e Coogler, e histórias de resistência e retorno triunfal como as de Panahi e Madigan. A força crescente do cinema global e do streaming garante que a cerimônia de 15 de março será uma vitrine diversificada e eletrizante.

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