DNA nas Olimpíadas: COI decide que apenas mulheres biológicas competirão em 2028 -Novas regras proíbem atletas trans em categorias femininas
A decisão anunciada pelo Comitê Olímpico Internacional marca uma mudança profunda nas regras de elegibilidade para competições femininas. A seguir está um resumo claro dos principais pontos.
Novo cenário olímpico
A partir dos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, o COI adotará uma regra unificada: apenas mulheres biológicas poderão competir nas categorias femininas. A medida busca padronizar critérios que antes variavam entre diferentes esportes e federações.
O que muda na prática
1. As categorias femininas serão restritas a atletas consideradas biologicamente femininas.
2. A regra será aplicada de forma global, substituindo a autonomia que cada esporte tinha para definir seus próprios critérios.
3. Mulheres transgênero não poderão competir na categoria feminina olímpica.
Como será feita a verificação
- Será realizado um teste genético único na vida da atleta.
- O exame detectará a presença do gene SRY, associado ao cromossomo Y.
- O teste poderá ser feito por saliva, sangue ou cotonete bucal.
- Resultado negativo para o gene SRY garante elegibilidade permanente na categoria feminina.
Justificativa do COI
Segundo a presidente Kirsty Coventry:
- A decisão foi baseada em evidências científicas e orientação médica.
- Pequenas diferenças físicas podem definir resultados em alto rendimento.
A medida busca garantir:
- Equidade competitiva
- Segurança em determinadas modalidades
Impacto para atletas trans e outras categorias
Atletas que não atenderem aos critérios:
- Poderão competir em categorias masculinas
- Poderão participar de categorias mistas
- Poderão disputar categorias abertas (quando disponíveis)
Inclusão de atletas com DSD
- A nova regra também se aplica a atletas com DSD (Diferenças no Desenvolvimento Sexual).
- Essas condições envolvem variações genéticas, hormonais ou anatômicas.
- Antes, algumas atletas com DSD podiam competir se controlassem os níveis de testosterona.
- Com a nova política, a elegibilidade será definida exclusivamente pelo teste genético.
- Um caso conhecido é o da atleta Caster Semenya, que possui cromossomos XY e já foi alvo de debates sobre elegibilidade.
O que muda em relação às regras anteriores
Antes:
- Cada federação esportiva definia suas próprias regras
- Algumas permitiam atletas trans com restrições hormonais
Agora:
- O COI estabelece uma regra única para todos os esportes olímpicos
- O critério deixa de ser hormonal e passa a ser genético
A nova diretriz do COI representa uma das mudanças mais significativas na história recente do esporte olímpico. Ao adotar um critério genético universal, a entidade busca garantir padronização e justiça competitiva, mas também intensifica debates globais sobre inclusão, ciência e direitos no esporte. A implementação em 2028 deverá gerar impactos relevantes tanto no cenário esportivo quanto social.
