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quarta-feira, 27 de maio de 2026 às 09:59 GMT+0

TDAH tem 3 tipos diferentes? Estudo revela descoberta que pode mudar os tratamentos

Um estudo publicado em 2026 na JAMA Psychiatry revelou que o TDAH pode não ser um transtorno único, mas sim composto por diferentes perfis cerebrais. A descoberta pode abrir caminho para tratamentos mais personalizados e eficazes no futuro.

O que o estudo descobriu

  • Pesquisadores analisaram exames cerebrais de mais de mil crianças e identificaram três “biotipos” de TDAH, cada um com características emocionais e comportamentais diferentes.
  • O mais importante é que os grupos foram encontrados apenas pela análise do cérebro, sem usar sintomas clínicos inicialmente.
  • Isso sugere que existem diferenças biológicas reais entre pacientes com TDAH.

Os 3 tipos de TDAH identificados

1. Perfil mais grave e emocional

Esse grupo apresentou:

  • Forte desatenção e impulsividade
  • Dificuldade para controlar emoções
  • Maior irritabilidade, ansiedade e risco de depressão

Os pesquisadores acreditam que esses pacientes podem precisar de tratamentos mais amplos, além dos medicamentos tradicionais.

2. Perfil hiperativo e impulsivo

Caracterizado principalmente por:

  • Agitação
  • Impulsividade
  • Menor nível de desatenção

Esse grupo demonstrou melhora emocional ao longo do tempo.

3. Perfil desatento

Apresentou:

  • Dificuldade de concentração
  • Problemas de memória de trabalho
  • Menor hiperatividade

As alterações cerebrais foram mais específicas, o que pode facilitar respostas melhores a certos tratamentos.

Por que essa descoberta é importante

O estudo reforça a ideia de “medicina de precisão” no TDAH.

Na prática, isso significa que, no futuro:

  • Cada paciente poderá receber um tratamento mais personalizado
  • Medicamentos poderão variar conforme o perfil cerebral
  • Aspectos emocionais ganharão mais atenção no tratamento

Os pesquisadores também identificaram diferenças em substâncias químicas cerebrais, como:

  • Dopamina
  • Serotonina
  • Glutamato

Isso pode explicar por que algumas pessoas respondem melhor aos medicamentos do que outras.

Limitações e cuidados

Apesar dos resultados promissores, ainda existem limitações:

  • O estudo não acompanhou as crianças por muitos anos
  • A maioria dos participantes era do sexo masculino
  • Os exames utilizados ainda são caros e pouco acessíveis
  • Ainda não existem tratamentos específicos comprovados para cada biotipo

Especialistas alertam que mais pesquisas serão necessárias antes que essas descobertas mudem a prática médica.

O futuro na medicina de precisão

A pesquisa representa um passo fundamental em direção à medicina de precisão na psiquiatria. A tendência para o futuro é abandonar o modelo de tratamento padronizado e adotar estratégias que considerem o perfil neurobiológico e o temperamento de cada indivíduo,combinando treinos parentais, terapias comportamentais específicas e medicações direcionadas. Embora essa realidade ainda pertença ao campo da ciência e precise caminhar por novos testes clínicos, as bases para um diagnóstico do TDAH muito mais humano, exato e eficaz foram lançadas.

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