Inmet emite alerta vermelho para RS, SC e PR: Calor de 5°C acima da média - Temporais fortes em SP (03/02)
O início de fevereiro de 2026 traz um cenário meteorológico desafiador para o Sul do país. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) elevou o nível de monitoramento para o patamar máximo, emitindo um alerta vermelho devido a uma onda de calor excepcional. A medida afeta diretamente 511 municípios, colocando a saúde e a rotina de mais de 6,5 milhões de brasileiros sob vigilância rigorosa.
Onde o calor pede atenção redobrada
- A massa de ar quente se concentra principalmente no interior da Região Sul. As áreas mais afetadas incluem o oeste e o norte de Santa Catarina, o sudoeste, noroeste, nordeste e centro do Rio Grande do Sul, além das regiões sudoeste, centro e sudeste do Paraná.
- É importante notar que, embora o interior esteja sob estresse térmico severo, as capitais Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, assim como o litoral desses estados, não estão na rota direta do alerta vermelho neste momento. A previsão indica que essas condições extremas devem persistir ao menos até a próxima sexta-feira, 6 de fevereiro.
O que define a gravidade de uma onda de calor
- Para a meteorologia, uma onda de calor não é apenas um dia de sol forte. Seguindo os protocolos da Organização Meteorológica Mundial, o Inmet classifica o fenômeno como um período em que as temperaturas máximas permanecem pelo menos 5°C acima da média histórica por cinco dias consecutivos ou mais.
- O "Alerta Vermelho" é o nível mais alto dessa escala, sinalizando um risco real à integridade física e à vida, exigindo uma postura proativa da população e das autoridades de defesa civil.
O corpo humano no limite: Sinais de alerta
O calor extremo impõe um estresse fisiológico significativo. Quando a temperatura externa sobe drasticamente, o organismo tenta se resfriar através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos. No entanto, quando a umidade está alta ou o calor é excessivo, esse sistema de resfriamento pode falhar, levando ao superaquecimento.
Fique atento aos seguintes sintomas:
- Tontura, lentidão e mal-estar súbito.
- Cansaço extremo e sensação de exaustão.
- Agravamento de condições respiratórias ou cardíacas preexistentes.
Grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, devem ser monitorados constantemente. A recomendação fundamental é a hidratação contínua e a permanência em locais ventilados ou climatizados.
O contraste meteorológico: Chuvas fortes em São Paulo
- Enquanto o Sul enfrenta o calor seco, o estado de São Paulo lida com um cenário oposto. A Defesa Civil estadual emitiu alertas para tempestades severas, com risco de raios, ventanias e queda de granizo.
- As regiões de Sorocaba, Bauru, Itapeva e o Vale do Ribeira são as áreas de maior risco para chuvas persistentes neste 3 de fevereiro. O Centro de Gerenciamento de Emergências permanece em plantão 24 horas, pronto para acionar gabinetes de crise caso o volume de água ultrapasse a capacidade de escoamento das cidades.
Estratégia de resposta integrada
O cenário atual exige adaptação. Seja pela proteção contra as altas temperaturas no Sul ou pelo cuidado com as tempestades no Sudeste, a prevenção continua sendo a melhor ferramenta. Em qualquer situação de emergência, como alagamentos, quedas de árvores ou sintomas de insolação grave, a Defesa Civil deve ser acionada imediatamente pelo telefone 199.
