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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026 às 10:35 GMT+0

Inmet emite alerta vermelho para RS, SC e PR: Calor de 5°C acima da média - Temporais fortes em SP (03/02)

O início de fevereiro de 2026 traz um cenário meteorológico desafiador para o Sul do país. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) elevou o nível de monitoramento para o patamar máximo, emitindo um alerta vermelho devido a uma onda de calor excepcional. A medida afeta diretamente 511 municípios, colocando a saúde e a rotina de mais de 6,5 milhões de brasileiros sob vigilância rigorosa.

Onde o calor pede atenção redobrada

  • A massa de ar quente se concentra principalmente no interior da Região Sul. As áreas mais afetadas incluem o oeste e o norte de Santa Catarina, o sudoeste, noroeste, nordeste e centro do Rio Grande do Sul, além das regiões sudoeste, centro e sudeste do Paraná.
  • É importante notar que, embora o interior esteja sob estresse térmico severo, as capitais Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, assim como o litoral desses estados, não estão na rota direta do alerta vermelho neste momento. A previsão indica que essas condições extremas devem persistir ao menos até a próxima sexta-feira, 6 de fevereiro.

O que define a gravidade de uma onda de calor

  • Para a meteorologia, uma onda de calor não é apenas um dia de sol forte. Seguindo os protocolos da Organização Meteorológica Mundial, o Inmet classifica o fenômeno como um período em que as temperaturas máximas permanecem pelo menos 5°C acima da média histórica por cinco dias consecutivos ou mais.
  • O "Alerta Vermelho" é o nível mais alto dessa escala, sinalizando um risco real à integridade física e à vida, exigindo uma postura proativa da população e das autoridades de defesa civil.

O corpo humano no limite: Sinais de alerta

O calor extremo impõe um estresse fisiológico significativo. Quando a temperatura externa sobe drasticamente, o organismo tenta se resfriar através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos. No entanto, quando a umidade está alta ou o calor é excessivo, esse sistema de resfriamento pode falhar, levando ao superaquecimento.

Fique atento aos seguintes sintomas:

  • Tontura, lentidão e mal-estar súbito.
  • Cansaço extremo e sensação de exaustão.
  • Agravamento de condições respiratórias ou cardíacas preexistentes.

Grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, devem ser monitorados constantemente. A recomendação fundamental é a hidratação contínua e a permanência em locais ventilados ou climatizados.

O contraste meteorológico: Chuvas fortes em São Paulo

  • Enquanto o Sul enfrenta o calor seco, o estado de São Paulo lida com um cenário oposto. A Defesa Civil estadual emitiu alertas para tempestades severas, com risco de raios, ventanias e queda de granizo.
  • As regiões de Sorocaba, Bauru, Itapeva e o Vale do Ribeira são as áreas de maior risco para chuvas persistentes neste 3 de fevereiro. O Centro de Gerenciamento de Emergências permanece em plantão 24 horas, pronto para acionar gabinetes de crise caso o volume de água ultrapasse a capacidade de escoamento das cidades.

Estratégia de resposta integrada

O cenário atual exige adaptação. Seja pela proteção contra as altas temperaturas no Sul ou pelo cuidado com as tempestades no Sudeste, a prevenção continua sendo a melhor ferramenta. Em qualquer situação de emergência, como alagamentos, quedas de árvores ou sintomas de insolação grave, a Defesa Civil deve ser acionada imediatamente pelo telefone 199.

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