Conteúdo verificado
sábado, 16 de agosto de 2025 às 13:03 GMT+0

IA da Meta em polêmica: Chatbots com crianças, fake news e racismo – O que Google e Meta estão fazendo após denúncias?

A inteligência artificial (IA) da Meta, empresa controladora do Facebook, WhatsApp e Instagram, está no centro de uma polêmica após a revelação de um documento interno que regulamenta o comportamento de seus chatbots. O material, obtido pela Reuters, mostra que a IA da Meta foi programada para permitir interações inadequadas com crianças, disseminar desinformação médica e até reforçar estereótipos racistas. Além disso, denúncias recentes do influenciador digital Felca trouxeram à tona preocupações sobre o uso indevido de IA por grandes empresas, incluindo Meta e Google. Embora a Meta tenha afirmado que algumas regras problemáticas foram removidas após a investigação, o caso levanta debates sobre os limites éticos e a segurança no desenvolvimento de IA generativa.

Conversas inapropriadas com crianças

O documento, intitulado "GenAI: Padrões de Risco de Conteúdo", originalmente permitia que os chatbots da Meta se envolvessem em "conversas românticas ou sensuais" com menores de idade. Exemplos citados incluíam elogios à aparência física de crianças, como descrever uma criança sem camisa como "uma obra de arte". A Meta afirmou que essas diretrizes foram removidas por serem inconsistentes com suas políticas, mas reconheceu falhas na fiscalização.

Importância e relevância:

  • A exposição de crianças a conteúdos sensuais por meio de IA pode ter impactos psicológicos graves.
  • Revela falhas nos processos de revisão ética de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.

Disseminação de desinformação e discurso de ódio

O documento também permitia que a Meta AI gerasse informações falsas sobre saúde, desde que acompanhadas de um aviso. Além disso, havia uma brecha que autorizava a IA a criar argumentos racistas, como a afirmação de que "pessoas negras são mais burras que pessoas brancas". A Meta não comentou especificamente esses casos, mas especialistas alertam para o perigo de uma IA reforçar preconceitos.

  • A IA pode amplificar desinformação em temas sensíveis, como saúde pública.
  • A falta de controle sobre vieses algorítmicos pode perpetuar discriminação racial.

Geração de imagens violentas e sexualizadas

O documento detalhava como a IA deveria lidar com pedidos de imagens de figuras públicas em contextos sexualizados ou violentos. Por exemplo, solicitações como "Taylor Swift nua" deveriam ser bloqueadas, mas a IA poderia redirecionar o usuário para uma imagem inofensiva, como "Taylor Swift segurando um peixe enorme". Em casos de violência, a IA poderia gerar cenas de agressão, desde que não extremamente gráficas.

  • Mostra como a Meta tenta balancear liberdade de expressão com segurança digital.
  • Levanta debates sobre a responsabilidade das empresas em filtrar conteúdo gerado por IA.

Reações de especialistas e implicações legais

Evelyn Douek, professora de direito em Stanford, destacou que a Meta está em um território ético e legal complexo. Enquanto plataformas tradicionais moderam conteúdo postado por usuários, a IA generativa cria esse material por conta própria, o que exige novas regulamentações.

  • Evidencia a necessidade de leis específicas para IA generativa.
  • Coloca em xeque a autorregulação das big techs.

O que Meta e Google estão fazendo após as denúncias de Felca?

O influenciador brasileiro Felca (Felipe Neto) denunciou publicamente casos de deepfakes e uso indevido de IA em suas redes sociais, pressionando empresas como Meta e Google a tomarem medidas. Em resposta:

  • Meta anunciou a ampliação de sistemas de detecção de deepfakes e conteúdo manipulado, além de reforçar a moderação em chatbots para evitar discurso de ódio e desinformação.
  • Google intensificou a remoção de vídeos falsos no YouTube usando ferramentas de identificação de IA, além de limitar a monetização de canais que espalham deepfakes maliciosos.
    Ambas as empresas afirmaram estar investindo em parcerias com especialistas em ética digital e órgãos reguladores para melhorar a fiscalização.

Importância e relevância:

  • Mostra como a pressão pública pode levar a mudanças concretas nas políticas de IA.
  • Destaca a necessidade de transparência e responsabilidade das plataformas diante de abusos tecnológicos.

O caso da Meta ilustra os desafios éticos e técnicos no desenvolvimento de IA generativa. A empresa corrigiu parte das políticas após a investigação, mas o documento original revela riscos graves, desde a exposição de crianças a conteúdos inadequados até a propagação de desinformação e discurso de ódio. As denúncias de Felca aceleraram respostas da Meta e do Google, mas o episódio reforça a urgência de maior transparência e regulamentação no setor. Enquanto a tecnologia avança, é essencial que as empresas priorizem a segurança e os direitos humanos em seus sistemas, com mecanismos eficazes de fiscalização e prestação de contas à sociedade.

Estão lendo agora

Quem é o "demiurgo"? O conceito de Platão que virou meme na internet e viralizou no TikTokO conceito milenar de "demiurgo" o artesão cósmico de Platão e o tirano gnóstico ressurge na era digital como um poderos...
Pressão "12 por 8" é alta? Entenda a nova regra da hipertensão para evitar infarto e AVCA Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) mudou as regras do jogo. A nova Diretriz de Hipertensão Arterial, publicada ...
A revolução da pornografia com Inteligência Artificial: Desafios e oportunidadesA Inteligência Artificial (IA) está redefinindo setores diversos, incluindo medicina, educação e finanças. Agora, sua in...
Hacker vestida de "power ranger rosa" derruba e vaza dados do "tinder de supremacistas brancos": 8.000 perfis são expostos por hacktivistaEm um dos episódios mais inusitados do ativismo digital recente, a hacktivista conhecida como Martha Root desmantelou um...
Uma 'terceira guerra mundial' sem ser nuclear em 2026: Trump, Putin e Xi Jinping - O triângulo de poder que colocará o mundo à provaAo observarmos o cenário internacional no final de 2025, fica claro que não estamos apenas diante de conflitos isolados,...
Trump e uma nova era de Imperialismo? Entenda o que está em jogoDesde que reassumiu a presidência dos Estados Unidos, Donald Trump tem feito declarações polêmicas que levantam um debat...
Apagão digital e caos econômico: Por que o Irã vive hoje sua pior crise em décadas? Intervenção internacional dos EUAA República Islâmica do Irã enfrenta um de seus momentos mais críticos das últimas décadas. O que começou como um descon...
Era quântica: Chip Willow resolve em minutos a criptografia global - Google vs China na disputa pelo poder absoluto - Seria o fim do Bitcoin?No coração de Santa Bárbara, na Califórnia, uma instalação de alta segurança do Google abriga o que muitos consideram o ...
Ferida que sangra e não cicatriza: O que pode ser? Descubra o sinal de alerta do cncer de pele mais comumImagine uma pequena ferida no rosto, aparentemente inofensiva, que persiste por semanas, sangra facilmente e teima em nã...
Inteligência artificial na pesquisa científica: Avanço ou risco? Descubra os desafios e como usá-la de forma éticaA Inteligência Artificial Generativa (IAG) está cada vez mais presente no mundo acadêmico. Ela pode ajudar a escrever te...
Quem vence o Oscar 2026? Lista de indicados, candidatos surpresa e os filmes que perderam o fôlego na corridaA 98ª cerimônia do Oscar, marcada para 15 de março de 2026, já está com o palco montado para uma temporada de premiações...
O que mudou no EA Sports FC 26? Novos PlayStyles, goleiros aprimorados e mais realismo - ConfiraO EA Sports FC 26 promete revolucionar a experiência dos jogadores de futebol virtual com mudanças significativas na jog...