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domingo, 30 de março de 2025 às 11:34 GMT+0

OpenAI 'derrete' com demanda por imagens no estilo Studio Ghibli: Entenda as mudanças da demora para criar imagens - Alertas de Miyazaki

Nos últimos dias, a internet foi inundada por imagens geradas por inteligência artificial (IA) no estilo característico do Studio Ghibli, famoso por filmes como A Viagem de Chihiro e Meu Amigo Totoro. A onda começou após a OpenAI liberar uma atualização do ChatGPT que permitia a criação de imagens via texto usando o modelo GPT-4o. No entanto, a popularidade da ferramenta levou a problemas técnicos e debates éticos, reacendendo uma antiga crítica do lendário diretor Hayao Miyazaki sobre a IA.

A explosão da "Ghibli Mania" e o colapso técnico da OpenAI

  • Demanda excessiva: A nova funcionalidade permitiu que usuários criassem desde memes até cenas históricas no estilo Ghibli, mas a popularidade foi tanta que sobrecarregou os servidores da OpenAI. Sam Altman, CEO da empresa, brincou no X (antigo Twitter): "Nossas GPUs estão derretendo".

  • Restrições emergenciais: A OpenAI precisou limitar temporariamente o acesso à ferramenta para ajustar sua capacidade. Altman também admitiu que o sistema bloqueou indevidamente algumas gerações de imagens, prometendo correções rápidas.

  • Preocupações com uso indevido: Alguns usuários testaram os limites da IA, gerando imagens de figuras públicas como Donald Trump, o que levantou questões sobre moderação de conteúdo.

O legado do Studio Ghibli e a crítica de Miyazaki à IA

  • A arte manual como marca registrada: O Studio Ghibli é conhecido por animações meticulosamente desenhadas à mão, um processo lento (apenas 1 minuto de animação por mês em Totoro) que resulta em obras orgânicas e emocionais.

  • Miyazaki e a rejeição à IA: Em 2016, durante uma demonstração de IA, o diretor foi taxativo: "Isto é um insulto à vida". Ele citou um amigo com deficiência física para destacar que a tecnologia, sem entendimento da dor humana, é vazia. Sua postura reflete um compromisso com a autenticidade na arte.

  • Contraste com a era digital: Enquanto a IA produz imagens em segundos, o Ghibli prioriza a expressão humana, mesmo que isso signifique menos produções anuais.

Relevância do debate: IA, criatividade e ética

1. Autenticidade vs. eficiência: A polêmica ilustra o conflito entre a velocidade da IA e a profundidade da criação humana.

2. Direitos autorais e estilo artístico: A reprodução do "estilo Ghibli" por IA reacende discussões sobre originalidade e propriedade intelectual.

3. Impacto cultural: Miyazaki representa uma resistência à desumanização da arte, enquanto a OpenAI reflete a busca por inovação — mesmo com riscos técnicos e éticos.

Um choque de visões sobre o futuro da criação

A "Ghibli Mania" na OpenAI mostrou como a IA pode replicar estilos artísticos, mas também revelou suas limitações: falta de sensibilidade humana e desafios de escala. Enquanto a tecnologia avança, a fala de Miyazaki ecoa como um lembrete de que a verdadeira arte envolve mais que algoritmos — requer empatia e esforço genuíno. O episódio deixa uma pergunta: até onde podemos (ou devemos) automatizar a criatividade?

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