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domingo, 12 de janeiro de 2025 às 10:27 GMT+0

Maria Callas: A Vida, os amores e o drama da diva imortal no filme 'Maria'", interpretado por Angelina Jolie

O filme Maria, dirigido por Pablo Larraín, completa uma trilogia do cineasta chileno sobre mulheres icônicas do século 20. Após Jackie (2016) e Spencer (2021), Larraín agora aborda os últimos dias da vida de Maria Callas, soprano de renome mundial, interpretada por Angelina Jolie. O longa, ambientado em Paris de 1977, explora a dualidade entre "Maria", a mulher vulnerável, e "La Callas", a diva imortalizada.

Importância e relevância do filme

Interpretação de Angelina Jolie

Jolie entrega uma performance que mistura fragilidade e majestade, interpretando uma Callas debilitada, mas ainda imponente. Sua atuação foi reconhecida com uma indicação ao Globo de Ouro.

Direção e estilo de Pablo Larraín

Conhecido por sua abordagem intimista e focada em mulheres complexas, Larraín utiliza flashbacks e gravações originais para reconstruir momentos cruciais da vida de Callas. O filme equilibra ficção e realidade, ressaltando a melancolia de seus dias finais.

Narrativa e temas principais

  • Romance com Aristóteles Onassis: A relação intensa com o magnata grego é central no enredo, mas criticada por ofuscar as conquistas de Callas.
  • Reflexões sobre Fama e Identidade: O filme discute a diferença entre a mulher real e a persona pública, destacando o peso do status de ícone.
  • Declínio e vulnerabilidade: Retrata os desafios de Callas ao lidar com a decadência de sua voz, saúde frágil e dependência de medicamentos.

Aspectos técnicos e estéticos

  • O filme utiliza diferentes proporções de tela e transições em preto e branco para representar memórias, criando uma atmosfera nostálgica e artística.
  • A trilha sonora mistura a voz de Jolie com gravações reais de Callas, reforçando a autenticidade e o impacto emocional da narrativa.

Críticas e pontos de discussão

  • Embora tecnicamente impecável, o filme recebeu críticas por sua falta de profundidade emocional e foco excessivo no romance com Onassis. A heroína é retratada de forma idealizada, sem a vivacidade que Maria Callas demonstrava em vida. Além disso, a ausência de urgência narrativa reduz o impacto de sua trajetória dramática.

Estreia no Brasil: 16 de janeiro de 2025, nos cinemas.

Maria é um filme visualmente impressionante e uma homenagem à diva da ópera, mas deixa a desejar ao não explorar plenamente a complexidade humana de Callas. A obra convida o público a refletir sobre os desafios da fama, o peso da dualidade entre vida pública e privada, e a luta de uma mulher para preservar sua identidade em meio à decadência. Apesar das críticas, a atuação de Angelina Jolie e a estética de Larraín tornam Maria uma obra cativante e imperdível.

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