Conteúdo verificado
domingo, 20 de abril de 2025 às 11:44 GMT+0

Casacos de pele estão de volta : Pele vintage, sintética ou animal? O dilema da moda consciente em 2025

Os casacos de pele, sejam vintage, sintéticos ou de origem animal, estão de volta às passarelas e guarda-roupas em 2025, reacendendo debates sobre ética, sustentabilidade e consumo consciente. Marcas como Fendi, Miu Miu e Gabriela Hearst incluíram peças de pele em suas coleções outono/inverno, enquanto celebridades como Taylor Swift e Rihanna aderiram à tendência. No entanto, a discussão vai além da estética, envolvendo impactos ambientais, direitos dos animais e inovações em materiais.

A retomada da pele na moda

  • Influência das passarelas e celebridades: Desfiles em Nova Iorque, Londres e Paris destacaram casacos de pele, enquanto influenciadores digitais e estrelas popularizaram o estilo "Mob Wife" (esposa de mafioso), uma resposta glamorosa ao minimalismo anterior.

  • Cultura vintage: A geração Z impulsionou a demanda por peças vintage, visto como uma opção mais ética por reutilizar itens já existentes. Larry Cowit, da Madison Avenue Furs, relatou que jovens universitários estão comprando peles usadas, algo incomum nos últimos anos.

O dilema entre pele animal e sintética

  • Proibição e substituição: Em 2017, a Gucci e outras grifes baniram peles animais, adotando alternativas sintéticas. No entanto, esses materiais, como poliéster, são derivados de combustíveis fósseis e têm baixa reciclabilidade.

  • Impacto ambiental: Um estudo de 2013 comparou peles de vison com falsas e concluiu que as verdadeiras têm maior impacto climático. Porém, as sintéticas contribuem para microplásticos e acúmulo em aterros.

O mercado de segunda mão e aluguel

  • Sustentabilidade na circulação: Plataformas como By Rotation e lojas vintage, como a One Scoop Store, destacam que peças de qualidade (falsas ou verdadeiras) têm vida útil prolongada quando alugadas ou revendidas.

  • Crescimento do mercado: Espera-se que o setor de roupas usadas atinja US$ 367 bilhões até 2029, com peles falsas de marcas como Charlotte Simone entre as mais procuradas.

Inovações e alternativas sustentáveis

  • Materiais vegetais: A Savian, desenvolvida pela BioFluff, é feita de urtiga, linho e cânhamo. Stella McCartney e Ganni já usaram o material em coleções, mas o alto custo ainda limita sua adoção em massa.

  • Posicionamento das marcas: Enquanto a LVMH investe em startups sustentáveis, também financia a Federação Internacional de Pele, revelando contradições no setor.

O debate ético e cultural

  • Direitos dos animais: Ativistas como Emma Håkansson, do Fashion Justice, argumentam que peles vintage perpetuam a exploração animal, independentemente da época de produção.

  • Perspectivas culturais: Natascha Radclyffe-Thomas, especialista em moda, ressalta que algumas comunidades indígenas usam peles como parte de tradições, levantando questões sobre diversidade de valores.

A volta dos casacos de pele reflete ciclos da moda, mas também expõe desafios complexos. Enquanto o vintage e o aluguel surgem como opções menos danosas, a indústria busca equilibrar ética, tradição e inovação. O consumidor, agora mais informado, tem o poder de escolher entre tendências, impacto ambiental e respeito aos animais — decidindo qual legado quer apoiar.

Estão lendo agora

Da repressão à realidade: Como as facções criminais do Rio de Janeiro nasceram na ditadura e moldaram o tráficoA ascensão das facções criminais no Brasil, especialmente nas periferias do Rio de Janeiro, é frequentemente vista apena...
Descubra os 7 tipos de amor segundo os gregos: O que cada forma pode ensinar sobre seus relacionamentosO amor é um sentimento universal, mas, para os gregos antigos, ele não se resume a uma única forma. Para eles, o amor se...
O declínio da Europa no cenário global: Impactos econômicos e geopolíticosA Europa, tradicionalmente um dos centros do poder global, enfrenta uma crise econômica e geopolítica que ameaça sua rel...
DNA vs. Raça: Por que a ciência diz que raça não existe? "Raça é uma invenção social, não biológica"A discussão sobre raça e sua base biológica é um tema que desafia conceitos históricos e científicos. Com o avanço da ge...
Top 25 séries de 2025: A lista dos críticos da BBC cultura e onde assistir - ConfiraEste guia apresenta as produções televisivas mais impactantes de 2025, selecionadas pelos críticos Caryn James (CJ) e Hu...
Por que mulheres vivem mais que os homens? A ciência explica a diferençaA disparidade na expectativa de vida entre os sexos é um fenômeno global. Em média, as mulheres vivem cerca de cinco ano...
A história da coleira: Como Oakley, o cão herói, salvo do fogo, provou a inteligência animal e a força do vínculo com seus donosHistórias de salvamentos emocionantes sempre nos tocam, mas o que aconteceu em setembro de 2025 em Aurora, Illinois, foi...
Como identificar se você está com Gripe, COVID, VSR, Resfriado ou outra doença respiratóriaQuando você começa a sentir sintomas como dor de garganta, nariz congestionado, febre e cansaço, pode ser difícil distin...
Vaidade: O poder oculto que molda quem somos – O que Rousseau e Adam Smith revelam sobre autoestima e sociedadeA vaidade é frequentemente vista como um vício superficial, associado à preocupação excessiva com a aparência ou a opini...
Brasil e o diesel russo: Por que o país virou alvo de Trump e como isso afeta seu bolso?O Brasil tornou-se um dos principais importadores de óleo diesel da Rússia, um negócio bilionário que ganhou força duran...
Mulheres idosas estão escolhendo morar juntas: A nova tendência contra solidão e custos de vidaEste resumo expõe uma transformação profunda na forma como mulheres encaram o envelhecimento em 2026. O que começou como...
Português do Brasil vs. Portugal: Por que os sotaques são tão diferentes?A língua portuguesa é um organismo vivo, moldado pelo tempo, pelo espaço e, acima de tudo, pelas pessoas. Embora compart...