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quinta-feira, 8 de maio de 2025 às 10:35 GMT+0

EUA e China iniciam negociações urgentes em meio a guerra comercial que ameaça economias globais: Veja o que está em jogo

As principais autoridades comerciais dos Estados Unidos e da China iniciam nesta semana (08/05), em Genebra, a primeira rodada presencial de negociações para conter a guerra comercial que já afeta profundamente as economias dos dois países e gera impactos negativos em escala global. O encontro ocorre em um contexto de tarifas recordes e pressão por desescalada, tanto política quanto econômica.

Início de um novo capítulo nas relações comerciais

  • Após meses de agravamento nas tensões, o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o Representante Comercial Jamieson Greer, anunciaram a viagem à Suíça para discutir, junto aos representantes chineses, possíveis caminhos para reduzir as tarifas que praticamente paralisaram o comércio bilateral. É o primeiro encontro presencial desde o início da escalada tarifária, em março.

  • Bessent deixou claro que o objetivo inicial é apenas começar uma desescalada, e não fechar um grande acordo imediato. Segundo ele, ainda será necessário tempo e concessões significativas de ambos os lados para um pacto de longo prazo.

As tarifas atingiram níveis críticos

Atualmente, os Estados Unidos impõem tarifas de pelo menos 145% sobre a maioria dos produtos chineses, enquanto a China responde com tarifas de até 125% sobre itens norte-americanos. Essas barreiras comerciais resultaram em:

  • Queda drástica no volume de comércio entre os dois países
  • Prejuízos diretos para empresas e consumidores
  • Possíveis escassezes e aumento de preços nas próximas semanas

Estagnação nos principais portos de entrada e uma queda de 60% nos navios vindos da China para os EUA, segundo a empresa Flexport.

Impactos econômicos nas duas maiores economias do mundo

A guerra comercial já causou danos concretos:

  • A economia dos Estados Unidos encolheu no primeiro trimestre, pela primeira vez em três anos;
  • Indústrias americanas estocaram produtos antecipando os custos mais altos, o que agravou a contração;
  • A China registrou a maior queda em sua atividade fabril em 16 meses;
  • Espera-se que o governo chinês injete mais estímulos para conter os efeitos da desaceleração.

Segundo estimativas do JPMorgan, as importações chinesas para os EUA podem cair até 80% até o segundo semestre. Portos como o de Los Angeles já preveem cancelamentos em até 35% das rotas comerciais habituais.

A importância global da negociação

  • Não se trata apenas de uma disputa bilateral. O mundo acompanha essas conversas com atenção, pois o impacto das tarifas se espalha por toda a economia global. Organizações como o Fundo Monetário Internacional, a OCDE e o Banco Mundial já alertaram que a guerra comercial iniciada por Trump pode desacelerar o crescimento mundial e aumentar a inflação em diversas regiões.

  • Além das tarifas sobre a China, o governo dos Estados Unidos aplicou tarifas universais de 10% sobre quase todos os bens importados e taxas adicionais de 25% sobre aço, alumínio, automóveis e autopeças vindos de vários países, incluindo México e Canadá. Esse contexto elevou ainda mais a preocupação sobre uma possível recessão nos EUA em 2025.

Expectativas, resistências e os próximos passos

  • Embora Trump tenha afirmado recentemente que “em algum momento” reduzirá as tarifas sobre a China, os dois lados ainda exigem grandes concessões como pré-condição para um acordo real. A China nega que haja negociações ativas, embora tenha começado a revisar propostas dos EUA, indicando uma possível abertura.

  • Mesmo com a distância entre as posições, o simples fato de que as conversas começaram já teve reflexo imediato: os mercados reagiram positivamente, com altas nos futuros das principais bolsas americanas como Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq.

Em um cenário global de comércio fragilizado e cadeias produtivas tensionadas, a retomada das negociações entre EUA e China emerge como um movimento crucial para mitigar os impactos negativos de uma guerra comercial que já infligiu perdas significativas a ambas as potências econômicas; embora a perspectiva de um acordo abrangente permaneça incerta, o restabelecimento do diálogo aponta para um possível ponto de inflexão, impulsionado pela urgência econômica e política de encontrar soluções pragmáticas, um desenvolvimento atentamente observado pela comunidade internacional, ciente de que, em um conflito comercial, as perdas se estendem a todos os envolvidos.

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