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sábado, 22 de novembro de 2025 às 11:02 GMT+0

Dormindo com o inimigo: Como o mofo na casa afeta seus pulmões - Mudanças simples na rotina que salvam seu imóvel

Muitas vezes encarado apenas como um incômodo visual, uma mancha desagradável que estraga a estética de paredes e roupas, o mofo representa um problema de saúde pública subestimado. Em ambientes úmidos, mal ventilados ou com infiltrações, os fungos se multiplicam silenciosamente, liberando partículas que comprometem a qualidade do ar e o bem-estar dos ocupantes.

A síndrome do edifício doente

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 30% dos edifícios modernos apresentam características da chamada Síndrome do Edifício Doente. Esta condição ocorre quando o ambiente interno afeta diretamente a saúde de quem o frequenta.

Os principais indicadores desta síndrome incluem sintomas que surgem ao entrar no ambiente e desaparecem ou melhoram ao sair:

  • Irritação nos olhos e mucosas.
  • Dores de cabeça frequentes.
  • Cansaço excessivo e dificuldade de concentração.
  • Problemas respiratórios recorrentes.

A má ventilação, o acúmulo de poeira e a presença de compostos químicos e fungos são os principais causadores deste cenário.

Por que o mofo é um risco à saúde?

O mofo é composto por colônias de fungos que se reproduzem lançando esporos microscópicos no ar. Invisíveis a olho nu, essas partículas são facilmente inaladas, servindo como gatilho para diversas complicações.

Quem sofre mais? Embora qualquer pessoa possa ser afetada, os grupos mais vulneráveis incluem:

  • Pessoas com rinite alérgica ou asma.
  • Crianças pequenas.
  • Idosos.
  • Indivíduos com imunidade comprometida.

Sinais de alerta no corpo: Muitas vezes, os sintomas são confundidos com resfriados comuns, mas a recorrência deve acender um sinal de alerta. Fique atento a:

  • Nariz congestionado logo ao acordar.
  • Aumento da tosse durante a noite.
  • Espirros constantes e irritação na garganta.

Impactos no patrimônio

Além dos danos à saúde humana, o mofo atua como um agente de deterioração do imóvel e dos bens materiais. A presença contínua de umidade e fungos pode causar:

  • Deterioração de rebocos e pinturas.
  • Apodrecimento de madeiras (móveis, rodapés e estruturas).
  • Danos irreversíveis a tecidos, roupas e livros.
  • Desvalorização do valor de mercado do imóvel.

Como prevenir e eliminar o problema

Transformar a casa em um ambiente saudável exige mudanças de hábitos e, em alguns casos, intervenções estruturais. O mofo não deve ser tratado como algo inevitável, mas como um sintoma de que o ambiente precisa de cuidados.

1. Mudanças de hábitos diários

Pequenas ações na rotina criam um ambiente hostil para os fungos:

  • Ventilação cruzada: Abra janelas e portas diariamente para renovar o ar.
  • Atenção ao quarto: Não arrume a cama imediatamente ao levantar. O colchão retém calor e umidade do corpo; deixá-lo "respirar" por alguns minutos ajuda a dissipar essa umidade.
  • Circulação de ar: Evite deixar móveis encostados diretamente nas paredes, deixando um espaço para o ar circular.
  • Armários: Mantenha portas de armários e gavetas abertas periodicamente e permita a entrada de luz natural nos cômodos.

2. Identificação e reparo

Se o mofo já está instalado, a limpeza superficial com água sanitária ou produtos antifúngicos é apenas paliativa. Para resolver definitivamente, é necessário atacar a causa:

  • Identifique e conserte infiltrações, vazamentos ou goteiras (telhados e encanamentos).
  • Verifique se há isolamento inadequado nas paredes externas.
  • Realize a raspagem do local afetado e utilize tintas com propriedades antimofo na repintura.

Uso de tecnologia

  • Em regiões naturalmente muito úmidas ou em cômodos sem janelas (como alguns banheiros e lavabos), considere o uso de desumidificadores elétricos ou purificadores de ar. Eles auxiliam no controle da umidade relativa, dificultando a proliferação das colônias.

O mofo não deve ser encarado como algo inevitável ou banal. Ele funciona como um termômetro da saúde do nosso ambiente, sinalizando que o ar que respiramos diariamente está comprometido. Ao reconhecer os riscos invisíveis que ele representa tanto para a nossa saúde quanto para o nosso patrimônio e ao adotar uma postura ativa de prevenção e correção, podemos transformar nossas casas e locais de trabalho em espaços genuínos de segurança, conforto e bem-estar. A luta contra o mofo é, em essência, um investimento na qualidade de vida de todos os ocupantes.

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