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domingo, 7 de setembro de 2025 às 11:02 GMT+0

STF, Bolsonaro e Lula: Por que este 7 de Setembro define o conflito e extremos da política brasileira e seus aliados

O tradicional feriado da Independência se transformou em um palco de intensa disputa política. De uma celebração unificada, o 7 de Setembro de 2025 reflete as profundas divisões do país, servindo como um termômetro da tensão nacional. O futuro da democracia brasileira, em meio a uma crise institucional, parece estar em jogo nas ruas.

Por que este 7 de Setembro é diferente?

Mais do que um simples feriado, a data de 2025 ganha um significado especial por três motivos principais:

1. Termômetro político: Com manifestações em mais de 20 capitais, o tamanho e a força dos protestos darão uma ideia clara da temperatura política do país. A data também servirá para medir o ânimo das facções políticas após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e às vésperas de uma decisão crucial do Supremo Tribunal Federal (STF).

2. Disputa por símbolos: A luta vai além das ruas e se torna uma batalha pela posse de símbolos nacionais. Direita e esquerda disputam o significado de "pátria" e "patriotismo", buscando associar as cores verde e amarela aos seus próprios ideais e objetivos.

3. Fator de radicalização: Os atos não são apenas uma resposta aos acontecimentos, mas também um motor de radicalização. As manifestações podem influenciar as próximas decisões políticas e estratégias, como as do movimento bolsonarista e do governador Tarcísio de Freitas, considerado por muitos como o principal sucessor de Bolsonaro.

As duas faces do Brasil nas ruas

Neste 7 de Setembro, duas narrativas opostas se encontram nas manifestações, cada uma com suas próprias pautas e líderes.

A esquerda e a luta pela soberania

  • O que defendem? O tradicional "Grito dos Excluídos" se junta a pautas de movimentos populares e sindicais, como a CUT. O foco principal é a defesa da soberania nacional e a oposição a sanções e interferências externas.
  • Quem lidera? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido a voz central dessa pauta. Em pronunciamento nacional, ele reforçou a mensagem de que "o Brasil não é e não será colônia de ninguém", buscando reafirmar as cores nacionais como símbolo da esquerda.

A direita e o grito por "anistia"

  • O que defendem? Liderados por figuras como o pastor Silas Malafaia, os atos têm como pautas a defesa do ex-presidente Bolsonaro e a exigência de anistia para os envolvidos na tentativa de golpe de Estado. O movimento também critica duramente o STF e o ministro Alexandre de Moraes, que, segundo eles, cerceia a liberdade de expressão.
  • Quem lidera? Com a ausência de Bolsonaro, os holofotes se voltam para figuras como o governador Tarcísio de Freitas, visto como um possível líder do movimento no futuro.

Segurança reforçada e tensão nas ruas

  • A proximidade física das manifestações rivais em cidades como Brasília, onde os atos ocorrem a apenas 2,5 km de distância, eleva o risco de confrontos. Diante desse cenário de alta tensão, as forças de segurança de todo o país montaram esquemas robustos com milhares de agentes, drones e câmeras de alta resolução para evitar conflitos e garantir a ordem pública.

"Em um país onde a política frequentemente se reduz à dolorosa escolha entre o pior e o menos pior, é inaceitável que ainda cultuemos líderes políticos e defendamos o indefensável com devoção cega, seja à direita ou à esquerda; chega de servir de tropa de choque para políticos e elites que nos veem como massa de manobra, pois a verdadeira luta não é entre ideologias, mas por necessidades universais contra a fome, por saúde digna, por educação e segurança e é tempo de ir às ruas não para defender um lado, mas para defender a nós mesmos, como povo soberano que clama por um sistema que finalmente nos sirva, e não que nos use."

O verdadeiro campo de batalha é a narrativa

O 7 de Setembro de 2025 vai muito além de um feriado cívico. A data reflete a polarização e as profundas fraturas da sociedade brasileira. Independentemente do número de participantes, o dia deixará claro que a verdadeira batalha não é nas ruas, mas pela narrativa do Brasil. De um lado, a defesa da soberania nacional. Do outro, a luta pela liberdade. O desfecho dessa disputa ainda está longe de ser definido.

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