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quinta-feira, 26 de março de 2026 às 10:17 GMT+0

Misoginia agora é crime: Entenda o PL 896/2023 aprovado pelo Senado

O Senado Federal aprovou, em março de 2026, o Projeto de Lei 896/2023, que propõe a criminalização da misoginia no Brasil. A medida busca enquadrar condutas de ódio ou discriminação contra mulheres em um patamar semelhante ao do racismo, ampliando a proteção legal e endurecendo as punições.

O que o projeto estabelece

  • Define misoginia como atitudes de ódio, aversão ou discriminação contra mulheres baseadas na ideia de superioridade masculina.
  • Inclui essa conduta na Lei do Racismo, equiparando juridicamente os crimes.
  • Torna a misoginia um crime imprescritível e inafiançável, seguindo o modelo já aplicado ao racismo.

Punições previstas

  • Injúria motivada por misoginia: pena de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa.
  • Prática, indução ou incitação à discriminação misógina: pena de 1 a 3 anos de reclusão e multa.
  • A punição mais severa será aplicada mesmo quando houver enquadramento também no Código Penal.

Objetivos e justificativas

  • Reforçar o combate à violência contra mulheres desde suas manifestações iniciais, como discursos de ódio.
  • Enfrentar especialmente a disseminação de ideologias misóginas em ambientes digitais.
  • Criar uma base legal mais clara para punir condutas que hoje podem não ser adequadamente tipificadas.

Debates e divergências

  • Apesar da aprovação unânime, houve discussão sobre a inclusão da misoginia na Lei do Racismo.
  • Alguns parlamentares defenderam que o tema fosse tratado em legislação separada.
  • Também foi debatida a inclusão de garantias explícitas à liberdade de expressão artística, religiosa e jornalística, proposta que acabou rejeitada.

O que acontece agora

  • O projeto segue para análise da Câmara dos Deputados.
  • Se aprovado, será encaminhado ao presidente da República para sanção ou veto.
  • Em caso de veto, o texto retorna ao Congresso para nova deliberação.
  • Se rejeitado na Câmara, o projeto é arquivado e não pode ser reapresentado no mesmo ano legislativo, salvo exceções.

A aprovação do projeto pelo Senado representa um avanço relevante no debate sobre proteção das mulheres no Brasil, ao propor o reconhecimento da misoginia como crime grave. No entanto, o texto ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, onde poderá sofrer alterações ou até ser rejeitado. O tema evidencia o esforço de ampliar mecanismos legais contra a discriminação, ao mesmo tempo em que levanta discussões importantes sobre limites jurídicos e liberdade de expressão.

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